28/11/2008

POVO AÇORIANO

A propósito do meu post "deve ser esquecimento", de resposta a André Bradford, coloquei no anjo mudo dois textos: um artigo de opinião publicado no Açoriano Oriental de 14 de Maio de 2008, intitulado "Povo Açoriano" e a declaração de voto que proferi, em nome individual, em 21 de Maio de 2008, na Assembleia Legislativa no momento em que o parlamento se pronunciou sobre as alterações introduzidas pela Assembleia da República na proposta de Lei de revisão do Estatuto .
Claro que ainda estou à espera que o André Bradford demonstre a sua defesa pública da inclusão da expressão "povo açoriano" no Estatuto e já agora o que disse quanto a outras matérias: o princípio da preferência do direito regional sobre o direito estadual, a defesa dum tribunal de 2ª instância nos Açores (Tribunal da Relação) ou a reintrodução na proposta de Lei de preceitos relativos ao Representante da República - que não é um órgão de governo próprio da Região - para apenas citar algumas.

TERRORISMO GLOBAL

As imagens - que todos os canais do mundo transmitem - são brutais: corpos, sangue, edifícios a arder, forças de segurança em acção. As expressões "massacre" ou "carnificina" não são suficientes para descrever o horror que passa em directo sob o nosso olhar. A essência do terrorismo moderno é precisamente esta: a escolha dum alvo civil - um aeroporto, um centro de escritórios, um hotel - e a morte de inocentes. O medo difuso é levado ao extremo : nada está seguro, em lado nenhum. Em New York, Bali, Madrid ou Bombaim, em qualquer lugar, em qualquer momento, um acto terrorista pode acontecer.

27/11/2008

INTENDÊNCIAS

Colocados no anjo mudo, aqui ao lado, os dois últimos artigos de opinião publicados no Açoriano Oriental.

26/11/2008

DEVE SER ESQUECIMENTO...

André Bradford escreve no ilhas um post sobre o referendo na Gronelândia, mostrando o agrado (deslumbramento?) pelo facto do Primeiro-Ministro dinamarquês, em comentário aos resultados se ter referido ao "povo gronelandês", para logo traçar um paralelo com a atitude das "instituições nacionais"em relação ao processo de reforma do Estatuto Político-Administrativo dos Açores.
Convém recordar que foi o PS (também uma instituição, claro) a envergonhar-se da expressão "povo açoriano" e a deixá-la cair na Assembleia da República. Foi também um alto responsável pelo PS/Açores e Deputado à Assembleia da República, Ricardo Rodrigues, que declarou que a expressão "povo açoriano" "não dava pão".
O PS de André Bradford prefere hoje persistir numa teimosia a propósito do artigo 114º (quanto à dissolução da Assembleia Legislativa) ao invés de se ter batido - como devia - pela manutenção da expressão "povo açoriano". Não me recordo de ter lido qualquer opinião de André Bradford em defesa da inclusão daquela expressão no Estatuto e este post tem o sabor perverso da reescrita da história.
Gosto de falar da Gronelândia, mas prefiro discutir sobre os Açores.

23/11/2008

A CRISE EM DISCURSO LENTO

No discurso de tomada de posse do X Governo Regional, Carlos César esconjurou a crise, concluindo que crise resulta da obsessão dos media pelo tema e da insitência da oposição. Afinal, parece que as universidades se preocupam com a crise, ou melhor, com as várias crises que atravessam a sociedade: a Univsersidade dos Açores organiza esta semana umas jornadas de ciência e tecnologia, em que se discutem várias crises: da crise da água à crise da mecânica clássica.