24/12/2004



A ADORAÇÃO DOS MAGOS



Diptíco Bargello (1380-90) de artista desconhecido - Museo Nazionale Bargello, Florença. Créditos fotográficos da Web Gallery of Art
Assim nos lembramos esta noite.
E NO CÉU BRILHOU UMA ESTRELA...
Contaremos hoje aos nossos filhos a história da nossa Fé, que nos foi contada pelos nossos avós e pelos avós dos nossos avós.
Falaremos duma estrela que guiou Reis Magos, por uma parte do mundo conhecido para adorarem um Menino desconhecido.
Diremos que esta estrela provocou as suspeitas noutro rei, de poder bem mais terreno.
Lembraremos que um anjo mensageiro anunciou a humildes pastores o nascimento duma criança.
Esta estrela, ao contrário de todas as outras estrelas que a astronomia ensina, baixou sobre uma gruta, desafiando as leis do universo, mas inaugurando uma nova lei, bem mais universal, para todos os homens.
Nesta história, o que sempre me seduziu, foi o facto de três homens se terem posto a caminho, acreditando sem ver. Apenas acreditando...
Resta lembrar que celebramos esta noite o nascimento de Jesus e não do Pai Natal!
Um Santo Natal!


POBRE PAÍS
Enquanto houver fundo de pensões da Caixa Geral de Depósitos, imóveis ou activos para alienar, a honra precária das contas públicas será sempre salva "in extremis", pelos governos do PSD ou do PS. O problema do controle da despesa pública permanece. Pobre país!

22/12/2004

COMPROMISSOS COM A MEMÓRIA
Uma reflexão sobre a lista do PS para a Assembleia da República pelo círculo eleitoral dos Açores e uma nota sobre o PSD, publicada no Açoriano Oriental de hoje e no anjo mudo.
A DOENÇA DA SAÚDE
O relatório da auditoria que o Tribunal de Contas efectuou ao Hospital da Horta, hoje divulgado aqui, é mais um triste exemplo do estado da saúde nos Açores e da falência do modelo de gestão do Serviço Regional da Saúde.
As conclusões desta auditoria quase repetem as da auditoria realizada pelo mesmo Tribunal ao Centro de Saúde da Madalena do Pico (aqui): despesas realizadas sem a necessária cobertura orçamental, elevadissímo número de horas extrordinárias, acima dos limites legais, um peso excessivo com os custos de pessoal, altas taxas de absentismo.
Tudo isto sem que o atendimento aos utentes tenha aumentado na proporção dos gastos ou que as listas de espera dos utentes se tenham contido dentro dos limites temporais clinicamente aceitáveis (a título de exemplo, recordo que a lista de espera para a realização dum TAC na ilha do Faial é dois anos. Isso mesmo: DOIS ANOS!).
Cinco titulares da pasta da Saúde depois, um défice galopante no Serviço Regional da Saúde (SRS), o resultado da governação socialista nesta área é o exemplo acabado da má-governação.
É verdade quer há um problema crónico de sub-financiamento do SRS. É verdade que a nossa realidade insular condiciona fortemente a política deste sector. Mas, não é mesmo verdade que a saúde se tornou o reino da ineficiência e da ausência de gestão dos (parcos) recursos. Sobretudo, a política regional de saúde tem esquecido os cidadãos, afinal a razão de ser do SRS.
Voltarei ao tema, não só pela sua importância, mas porque é uma das áreas que permite aos cidadãos perceberem que há do que uma maneira de lidar com os problemas e de propor políticas alternativas.


20/12/2004

AS QUEIJADAS E O BENFICA
(Um post atrasado dois dias...)
Final do jogo Benfica-Penafiel, no Estádio da Luz. O Benfica venceu sem convencer. De novo uma vitória que não consola a alma.
À saída do estádio a inevitável aglomeração. No meio do frio da noite, a voz da vendedora de queijadas de Sintra sobressai, num pregão cristalino: "Comprem, comprem! Dão mais força que o viagra!"
Pensei, de imediato, comprar duas dúzias e oferece-las ao balneário encarnado...