08/12/2007

BALEIAS - RESGATE DA MEMÓRIA


Um livro sentido de Sérgio Ávila, Ermelindo Ávila e Sidónio Bettencourt. Três gerações que se encontram num belíssimo livro que faz o resgate da memória da baleação.
Gosto da expressão "resgate da memória", cunhada no Brasil, como símbolo da procura das raízes açorianas deste lado do mar, por parte dos descentes dos casais de Açorianos que, a mando de D. João V e em nome da coroa, arribaram a Santa Catarina e ao Rio Grande do Sul.
Falo de resgate da memória, porque esta obra - para saborear devagar - arranca dum limbo envergonhado uma parte da história da baleação e do orgulho se ser baleeiro nestas ilhas.
Regresso a Emanuel Félix:
O vento precisa dos moinhos
O mar precisa dos navios
O sol precisa das nuvens
Assim eu preciso de ti:
navio moinho núvem

07/12/2007

LOCOMOTIVAS E MEMÓRIA COLECTIVA
















Créditos fotográficos daqui
O lançamento do concurso para a reaparação das locomotivas da velha doca de Ponta Delgada é uma boa notícia. Preservamos a memória da cidade e a nossa memória como povo.

06/12/2007

COM CÊNTIMOS E BOLOS SE ENGANA O POVO

Ontem, foi a notícia de que os consumidores iriam pagar um taxa ecológica no valor de 5 cêntimos por cada saco de plástico fornecido nos supermercados. Pela manhã, um distraído Secretário de Estado confirmava que a medida estava em estudo. Ao cair da tarde, o mesmo Secretário de Estado já desmentia a cobrança.
Hoje, a ERSE estudou o pagamento de nova taxa, agora para que sejam os comumidores a pagar a instalação de novos contadores para o fornecimento de energia eléctrica. O preço? Entre 48 cêntimos e 92 cêntimos durante 20 anos.
A medida é injusta e inaceitável, sobretudo quando a EDA teve um lucro recorde no ano passado. Se o Governo permitir esta medida, volta a meter a mão nos bolsos dos cidadãos, numa altura em que os portugueses empobrecem com a sucessão de medidas tomadas pelo Governo de José Sócrates.

O CÉU PODE ESPERAR?


Coloquei ao lado, no anjo mudo, a minha intervenção no XVII Congresso Regional do PSD/Açores, realizado em 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 2007, em Ponta Delgada. Nela afirmei que "a política não pode ser o céu das falsas unidades".

O LEGADO DE SÁ CARNEIRO

Crédito fotográfico do arqnet
"Não há política sem risco". As palavras de Sá Carneiro definem o seu carácter e uma atitude na política. Olhando a política partidária de hoje, estas palavras parecem vagamente démodé aos olhos de algums que gostam de invocar o seu legado.Aqui ao lado, como sempre, no anjo mudo.

AQUI ESTOU

Não estive parado, nem em silêncio.
Bom-dia.

09/05/2007

UM ANO E MEIO É MUITO TEMPO?

O Presidente do Governo Regional dos Açores é recebido, hoje, a seu pedido, pelo Presidente da República. Carlos César demorou um ano e meio a pedir uma audiência ao Presidente da República. Curioso, no mínimo.

03/05/2007

SÃO OS CONTACTOS, ESTÚPIDO...

Manuel Polanco, patrão da PRISA, esclareceu, em entrevista à TSF que a nomeação de Pina Moura para presidir à Medai Capital se deve aos seus contactos na "alta política e na alta finança". O ex-Ministro da Economia tinha declarado que a sua escolha teria por base razões ideológicas. Os cidadãos comuns pensaram que a sua nomeação se ficaria a dever aos seus méritos como gestor. Afinal, as razões ibéricas são outras. Num país de brandos costumes, tudo isto parece normal.

TRABALHO E DIGNIDADE SOCIAL

A propósito dos sindicatos, dos trabalhadores e do emprego nos Açores. Publicado aqui ao lado, como sempre no anjo mudo.

26/04/2007

AUTONOMIA EM ABRIL

Aqui ao lado, no anjo mudo, uma breve reflexão sobre a autonomia em Abril. O caminho da autonomia faz-se caminhando.

COMO A ÁGUA QUE VAI...

Francisco Coelho, líder parlamentar do PS na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e, por sinal, Presidente da Comissão Parlamentar para Revisão do Estatuto Político-Adminsitrativo dos Açores, declarou hoje, esperar que "o PSD não esteja contra a revisão do Estatuto". A afirmação de Francisco Coelho é politicamente deslocada e apenas justificável por u clima auto-contemplativo em que o PS-Açores periodicamente mergulha. O líder parlamentar socialista sabe - melhor do que ninguém, pelas especiais funções que desempenha neste processo - que o PSD tem dado um contributo decisivo para a revisão do Estatuto, que se encontra numa fase crucial.
Ao confundir questões de Estado com a simples táctica partidária, o PS exibe, uma vez mais, um velho tique: a confusão entre a Região e o partido. A frase de Francisco Coelho é uma declaração não-séria.
Em política não vale tudo.

12/04/2007

AINDA A LEI DA TELEVISÃO

Aqui ao lado, no anjo mudo, um artigo de opinião sobre a Lei da televisão e a dimensão do serviço público de televisão para as Regiões Autónomas.
Continuo a agurardar que o Secretário Rehioonal da Presidência - com a tutela da comunicação social - explique o seu modelo de serviço público de televisão e esclareça a natureza das obrigações complementares de serviço público que não estejam compreendidas no serviço público de televisão que o Estado está obrigado a suportar.

04/04/2007

O PARLAMENTO PODE ESPERAR?

O Secretário Regional da Economia, preferiu, ontem, faltar a uma audição na Comissão dos Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho do parlamento regional, para realizar uma visita às obras das "Portas do Mar".
Depois da sua presença estar confirmada, o Secretário da Economia decidiu que a Assembleia Legislativa podia esperar, num dia em que o Presidente do Grupo Parlamentar do PS afirmou pretender reforçar os poderes do parlamento, também quanto aos mecanismos de fiscalização do Governo
O que já se percebeu é que o Prof. Duarte Ponte evita o Parlamento, num pouco saudável comportameto que deveria merecer a reprovação geral. Em democracia, a prestação de contas ao parlamento é um acto normal e a deslocação dos membros do Governo às comissões parlamantares encarada com naturalidade. Infelizmente, por cá, é tudo ao contrário.

TELEVISÃO E COELHOS DE PÁSCOA



O Governo de José Sócrates apresentou na Assembleia da República uma proposta de Lei de alteração da lei da televisão, com um conjunto de alterações quanto à expressão do serviço público de televisão para as Regiões Autónomas, nomeadamente no artigo 56º.

Publicamente, o Governo Regonal já saudou esta inicitiva, através do Secretário Regional da Presidência que afirmou que as "alterações são muito positivas", mudando de opinião sobre quem deve suportar o serviço público de televisão nos Açores. Até agora, o PS e o Governo Regional sempre sustentaram que o serviço público de televisão nos Açores deveria ser pago pelo Estado. Agora, aceitam que a Região possa definir obrigações complementares de serviço público, cujo pagamento incumbe aos Açores. Para ler, aqui ao lado, no anjo mudo.

31/03/2007

CDS/PP - O FARWEST INSUPORTÁVEL

De acordo com o Expresso, o líder do CDS/PP abandonou o Conselho Nacional que decorre em Torres Novas. Entre a vontade de voltar a ser um partido de poder e a pulsão suicidária que implode a já inexistente unidade interna, o CDS/PP transformou um pretexto menor (as directas) numa espécie de intifada partidária.

29/03/2007

CANTINAS PARA QUE TE QUERO...

A Rádio Atlântida noticiou, há pouco, que o Governo Regional encarregou a Agência para a Promoção do Investimento nos Açores (APIA) de estudar a privatização das cantinas e refeitórios dos Açores, naquilo que poderá redundar na privatização dum serviço prestado, até agora, pela Administração Pública.
Não são claras as intenções do Governo quanto a esta opção, quanto às suas implicações nas relações de emprego públicas nesta área e se uma eventual privatização implicará ou não um conjunto de despedimentos na função pública.
O que parece, para já, é que a APIA está com a sua missão desfocada, quando nasceu para captar investimento do exterior da Região e, presumo eu, em sectores estratéticos para a nossa economia, com o objectivo de estimular o desenvolvimento económico e se dedica, agora a estes "negócios".
À grandeza dos objectivos propostos e anunciados para a APIA, sucede-se, envergonhadamente, um resultado modesto.

A SAÚDE PARA AS PESSOAS - O CASO DOS MOSTEIROS

A pouco mais de trinta quilómetros de Ponta Delgada, a Unidade de Saúde dos Mosteiros está sem médico de clínica geral, há mais de seis meses. Na semana em que o Secretário Regional dos Assuntos Sociais deu uma grande entrevista ao Diário Insular, falando dos grandes problemas do sector, sem que dela se perceba qual a estratégia do Governo do PS para enfrentar o dramático problema dos cuidados primários de saúde e reformar o funcionamento dos Centros de Saúde, de forma a garantir um adequado acesso dos cidadãos ao Serviço Regional de Saúde, os Mosteiros parecem estar invisívies, como estão outros pequenas freguesias, com idênticos problemas. A reflexão fica aqui ao lado, no anjo mudo, embora a conclusão seja cristalina: nos Açores, a saúde ainda não é para todos.

27/03/2007

MAR DE PRIMAVERA


Comecei a entardecer assim, nos Mosteiros.

QUEM FALOU EM PROTOCOLO?

O Representante da República para os Açores suscitou a incontitucionalidade do diploma regional que estabelece um regime de protocolo regional. O Presidente do Governo Regional, apesar de dizer que se trata "de uma iniciativa dos deputados e não do Governo, mas, em todo o caso, de uma iniciativa com mérito, visto que, depois aprovação da Lei sobre o Protocolo de Estado, impunha-se regular o regime da mesma natureza na esfera autonómica e no âmbito dos poderes regionais", finge que não tem nada a vem com o assunto, quando impôs ao Grupo Parlamentar do PS um protocolo que o coloca numa posição que a sua função instituciona não autoriza. Em política, como sabemos, o que parece, é.
Cabe agora ao Tribunal Constitucional pronunciar-se. Por mim, já disse o que pensava aqui.

25/03/2007

DECLARAÇÃO DE BERLIM


Hoje, somos todos berlinenses. A Declaração de Berlim, em texto integral.