14/12/2005

CARTOLAS, COELHOS E CONGRESSOS

Em que de diz que um congresso não se assemelha a um espéctaculo de magia, mesmo que haja mágicos, cartolas e, por vezes, coelhos. Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

07/12/2005

ACERTAR O TEMPO COM A HISTÓRIA

Sobre as eleições presidenciais e as escolhas para Belém. Prefiro Cavaco Silva e começo a explicar, aqui ao lado, como sempre no anjo mudo, as razões dessa opção.

03/12/2005

DE CORTAR A RESPIRAÇÃO


A lua sobre a Antártida (Crédito fotográfico da NASA)

30/11/2005

OUTROS FUTEBÓIS

Um post em que o futebol é o pretexto para alguns comentários sobre o orçamento para 2006 e o estado das finanças públicas regionais. Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

27/11/2005

CONTRA-MEDIA

As propostas apresentas pelo Governo Regional dos Açores para a revisão do sistema de apoios à comunicaçãon social açoriana, sob a designação de "Promedia", afinal são um conjunto de medidas contra os media. A ser aprovado este pacote de medidas, ele determinará o fecho de vários órgãos de comunicação social escritos dos Açores. Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

24/11/2005

O REGRESSO DOS MANGAS-DE-ALPACA

Sumário do Decreto-Lei nº 199/2005, de 10 de Novembro
"Procede à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 122/2005, de 29 de Julho, que aprova a terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 142/2000, de 15 de Julho, que aprova o regime jurídico do pagamento dos prémios de seguro, e a décima quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 522/85, de 31 de Dezembro, que aprova o regime do seguro de responsabilidade civil automóvel."
Aqui está um exemplo do esplendor da burocracia!

15/11/2005

LENDO RALF DAHRENDORF

"Uma sociedade civil é civil, até civilizada, e isto requer homens e mulheres que respeitem os outros, mas, mais importante ainda, que sejam capazes e queiram fazer coisas por si próprios, se necessário associando-se a outros, homens e mulheres confiantes que não tenham medo e não tenham razão para ter medo"
Ralf Dahrendorf, Reflexões sobre a Revolução na Europa, 1990

UMA QUESTÃO DE ATITUDE

Três notas sobre o PS, o seu congresso e sua atitude perante a sociedade, para ler, aqui ao lado, como sempre, no anjo mudo.

10/11/2005

A MENTIRA DE ESTADO

Não é irrelevante como alguns defendem - Pedro Arruda, por exemplo, em comentário na RTP/Açores saber quem mente no pouco edificante episódio das dívidas do Estado à Região Autónoma dos Açores.
As declarações de Carlos César e de José Socrátes são tão antagónicas que não é possível atribuí-las a diversos mal-entidados que, dois lados do Atlântico fizeram notícias sobre um facto político ou melhor, sobre um não facto político.
Cada um dos protagonistas disse com precisão e clareza o que pretendia "vender" à opinião pública. O socialista de cá, pretendia encontrar uma boa justificação para o parecer favorável dos Deputados do PS na Assembleia Legislativa da RAA sobre a proposta de OE para 2006 e para o futuro voto, submisso e conconcordante, dos Deputados na Assembleia da República (aliás calados durante toda esta polémica, deixando mesmo o Primeiro-Ministro sózinho no debate, de ontem). O socialista de lá, quis demonstrar autoridade, numa ocasião em que ela se tornou um bem político escasso em matéria de governação socialista, não hesitando em desmentir categoricamente o Presidente do Governo Regional dos Açores.
Como, tanto José Sócrates e Carlos César, falaram sempre na sua qualidade institucional, a questão já não é domínio puramente partidário: tornou-se uma questão de Estado, que o Presidente do Governo Regional tarda em esclarecer.
A pergunta é apenas esta: o Presidente do Governo Regional mantém o que disse sobre o reconhecimento da dívida à Região, pelo Governo da República ? Ou, se prefererirmos, de modo mais prosaico, o Primeiro-Ministro mentiu aos portugueses e aos açorianos?

RASTOS DE SOLIDÃO

(Créditos fotográficos da Nasa)

Na superfície de Marte, rastos de ventos solitários. Nem sempre solidão quer dizer ausência...

09/11/2005

DISSABORES DE OUTONO

A visita do Presidente da República a Santa Maria e as posições do PS sobre o Orçamento de Estado para 2006, para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

03/11/2005

APRENDENDO COM SUN TZU

"A guerra baseia-se no logro. Move-te quando for vantajoso e cria as mudanças de situação dispersando ou concentrando as tuas forças. Em campanha sê veloz como o vento. Ao marchares, à vontade, terás a majestade da floresta. Nos ataques súbitos e no saqueio copiarás o fogo. Parado imitarás as montanhas. Tão insondável como as nuvens, move-te como o corisco."
Sun Tzu, A arte da Guerra (Século VI a. C.)

O PREÇO DA MOEDA

A matáfora da moeda no discurso e na atitude dos candidatos presidenciais. Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

25/10/2005

A CRISE NO PSD/AÇORES - A CONSTRUÇÃO DUMA ALTERNATIVA POLÍTICA

Uma proposta política para a construção duma laternativa política no PSD/Açores. A crise de liderança e o futuro. Como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

21/10/2005

UMA BOA NOTÍCIA

A candidatura presidencial de Cavaco Silva.
Um dicurso de apresentação eficaz e de grande lucidez. Uma atitude determinada. Um candidato ganhador.
A partir de hoje, a disputa presidencial mudou de figura!

DE REGRESSO A ANTÓNIO VIEIRA

Antigamente convertia-se o Mundo, hoje porque se não converte ninguém? Porque hoje pregam-se palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obra são tiros sem bala; atroam, mas não ferem. A funda de David derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo, senão com a pedra: Infixus est lapis in fronte ejus. As vozes da harpa de David lançavam fora os demônios do corpo de Saul, mas não eram vozes pronunciadas com a boca, eram vozes formadas com a mão: David tollebat citharam, et percutiebat manu sua. Por isso Cristo comparou o pregador ao semeador. O pregar que é falar faz-se com a boca; o pregar que é semear, faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras. Diz o Evangelho que a palavra de Deus frutificou cento por um. Que quer isto dizer? Quer dizer que de uma palavra nasceram cem palavras? - Não. Quer dizer que de poucas palavras nasceram muitas obras. Pois palavras que frutificam obras, vede se podem ser só palavras! Quis Deus converter o Mundo, e que fez? Mandou ao Mundo seu Filho feito homem. Notai. O Filho de Deus, enquanto Deus, é palavra de Deus, não é obra de Deus: Genitum non factum. O Filho de Deus, enquanto Deus e Homem, é palavra de Deus e obra de Deus juntamente: Verbum caro factum est. De maneira que até de sua palavra desacompanhada de obras não fiou Deus a conversão dos homens. Na união da palavra de Deus com a maior obra de Deus consistiu a eficácia da salvação do Mundo. Verbo Divino é palavra divina; mas importa pouco que as nossas palavras sejam divinas, se forem desacompanhadas de obras. A razão disto é porque as palavras ouvem-se, as obras vêem-se; as palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos, e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos.
Padre António Vieira, Sermão da Sexagésima, 1655

19/10/2005

AS FALSA COOPERAÇÃO COM LISBOA

As notícias que resultam da apresentação do orçamento de Estado para 2006 não podiam ser piores: o mesmo montante de trasnferências financeiras ao abrigo da Lei das Finanças das Regiões Autónomas e uma brutal redução em todas as outras tranferências. Resultado? Menos 11,6% no valor glbal das transferências para os Açores.
A proposta de OE apresentada pelo Ministro das Finanças é bem o sinal da interpretação que o Governo de José Sócrates faz da solidariedade para com os Açores, ao mesmo tempo que atira para o caixote do lixo da história as promessas eleitorais dos socialistas açorianos de que a cooperação com Lisboa ,sob o signo da rosa, seria um longo romance político.
Para Carlos César, o embaraço político é evidente: depois de ter afirmado que o Governo de Durão Barroso era "o pior Governo de sempre para as Autonomias", o que dirá agora do Governo do seu amigo José Sócrates?

AS TRAPALHADAS DO GOVERNO SOCIALISTA

Aqui ao lado, no anjo mudo, um comentário sobre a criação de mais uma sociedade anónima por parte do Governo Regional dos Açores, com vastos e inusitados poderes de autoridade pública, nos domínios do ambiente e do planeamento do território. Em nome da facilidade na obtenção de recursos financeiros, a Região transfere para uma sociedade anónima, cuja fiscalização política escapa à Assembleia Legislativa, poderes que devem ficar na esfera jurídica da Região. Para os mais curiosos, a proposta de Decreto Legislativo Regional está disponível aqui, valendo a pena ler os artigos 2º e 7º. Para bom entendedor...

16/10/2005

DA VITÓRIA E DA DERROTA EM 9 DE OUTUBRO

Terá o PS ganho as eleições autárquicas nos Açores ou, pelo contrário, apenas os sociais-democratas poderão reclamar uma vitória? Quais os critérios para determinar o vencedor eleitoral? Do meu ponto de vista, o PSD e o seu líder são os únicos vencedores globais da noite eleitoral. Como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

DEPOIS DO SILÊNCIO....

Depois dum período de silêncio auto-imposto pela campanha eleitoral (com os inevitáveis reflexos nas audiências, no share e cotação bolsista deste blog), volto a escrever ao ritmo habitual. Dentro de momentos, colocarei um post sobre as eleições autárquicas nos Açores.