Aqui ao lado, no anjo mudo, um comentário sobre a criação de mais uma sociedade anónima por parte do Governo Regional dos Açores, com vastos e inusitados poderes de autoridade pública, nos domínios do ambiente e do planeamento do território. Em nome da facilidade na obtenção de recursos financeiros, a Região transfere para uma sociedade anónima, cuja fiscalização política escapa à Assembleia Legislativa, poderes que devem ficar na esfera jurídica da Região. Para os mais curiosos, a proposta de Decreto Legislativo Regional está disponível aqui, valendo a pena ler os artigos 2º e 7º. Para bom entendedor...
19/10/2005
16/10/2005
DA VITÓRIA E DA DERROTA EM 9 DE OUTUBRO
Terá o PS ganho as eleições autárquicas nos Açores ou, pelo contrário, apenas os sociais-democratas poderão reclamar uma vitória? Quais os critérios para determinar o vencedor eleitoral? Do meu ponto de vista, o PSD e o seu líder são os únicos vencedores globais da noite eleitoral. Como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.
DEPOIS DO SILÊNCIO....
Depois dum período de silêncio auto-imposto pela campanha eleitoral (com os inevitáveis reflexos nas audiências, no share e cotação bolsista deste blog), volto a escrever ao ritmo habitual. Dentro de momentos, colocarei um post sobre as eleições autárquicas nos Açores.
29/09/2005
O REFERENDO QUE O PS IMPÕE AO PAÍS
Apressadamente, para esconjurar dois actos eleitorais que se adivinham desfavoráveis aos socialistas, o PS aprovou na Assembleia da República, a resolução que aprova a realização de novo referendo sobre o aborto.
O PS quer transformar o referendo ao aborto numa espécie de intervalo político entre dois actos eleitorais - autárquicas e presidenciais. Do Presidente da República espera-se bom senso, para não marcar o referendo para uma época entre eleições. O Dr. Jorge Sampaio deverá deixar mesmo a convocação do referendo para o seu sucessor. Utilizaria, deste modo, com acerto, a "magistratura de influência" do cargo de Presidente da República.
FALEMOS DO QUE INTERESSA
A "felgueirização", como novo sinal do populismo que atravessa o país e adormece a consciência do eleitorado. As pressões dos poderes públicos sobre os jornais e os jornalistas, em alturas de campanha eleitoral. Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.
23/09/2005
A televisão ao deus-dará
Subitamente, a RTP-Açores muda de critérios e decide transmitir, ontem, o debate entre os candidatos à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo a uma hora bem diferente de todos os anteriores (cerca de uma e pouco mais tarde do que os 17 debates anteriores). Explicação improvisada da RTP/A: ia transmitir em directo um jogo de hóquei, a partir da ilha do Pico. A preocupação da RTP ou terá a ver com estudos de audiência, "shares", médias de espectadores e então é inatacável ou, não tendo por base nada disto, revela um constangedor amadorismo e uma errada percepção da realidade, quando em Angra do Heroísmo ocorre um dos mais interessantes combates eleitorais destas eleições autárquicas.
Pela consulta da programação da RTP/Açores para hoje, descubro que o debate sobre Ponta Delgada, também mudou de horário.
A RTP/Açores ignorará que a fidelização duma audiência em comunicação televisiva assenta - entre outras coisas - na regularidade do horário? As circunstâncias que - alegadamente - motivaram a alteração dos horários de emissão, foram dois jogos (um de hóquei e outro de futebol), ambos certos, previsíveis e marcados há largo tem.... Mais palavras para quê?
A AGENDA DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
O Procurador-Geral da República, terá dado instruções, segundo o Público de hoje, citado pela TSF que não será dado despacho no inquérito do processo "Apito Dourado" para não perturbar o processo eleitoral. Desta infeliz tomada de posição do Dr. Souto Moura (mais uma, afinal) conclui-se que há uma agenda política na Procuradoria-Geral da República que até tem em consideração os ciclos político-eleitorais. Com esta desastrada opção, o Dr. Souto Moura coloca em causa a independência da instituição que dirige e do corpo de magistrados que a integram. A crise das instituições do Estado de Direito acentua-se depois do dia de hoje. Pobre país!
22/09/2005
CRÓNICA DOS ÁLAMOS TRISTES
Um olhar sob o insucesso escolar nos Açores, revelador do insucesso das políticas educativas dos governos do PS, para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.
13/09/2005
10/09/2005
GANHAR OU PERDER NAS AUTÁRQUICAS
Uma antecipação das "contas" da noite eleitoral de 9 de Outubro. A crónica incapacidade do PS ganhar nas eleições autárquicas esconde o quê? Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.
31/08/2005
REGIÃO POBRE, PODER FRÁGIL
Sobre a confusão entre o poder institucional e a sociedade civil por parte do Governo Regional dos Açores, que insiste em desvalorizar as instituições e diminuir a autoridade do Estado, a propósito da insólita e ilegal pretensão de fazer um Conselho de Governo para os Assuntos Económicos no qual participarão representantes dos poderes fácticos (Câmara de Comércio, representantes da agricultura e da construção civil). Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.
11/08/2005
OS ANJOS TÊM FONTES...
TRINTA ANOS DE TELEVISÃO NOS AÇORES
A RTP/Açores assinalou trinta anos. Ocasião para felicitar a televisão dos Açores e olhar o passado recente, dum modo sereno e crítico. Trinta anos depois, os Açores merecem uma televisão mais sofisticada no produto e mais ambiciosa na atitude. Em tempo de aniversário, desejar apenas novas instalações é pouco, muito pouco.Como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.
05/08/2005
6 DE AGOSTO DE 1945
Há sessenta anos atrás o relógio de Kengo Futagawa parou, quando atravessava Kannon Brige, Hiroshima. Naquele preciso instante o tempo do mundo parou, sob o cogumelo atómico.
Para não esquecermos e contarmos aos nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos.
03/08/2005
SEGUNDA CRÓNICA DO ATLÂNTICO OU DA IMPORTÂNCIA DA ÁGUA

Crónica de viagem, ainda sobre a ilha do Sal. Deserto e água, pobreza e desenvolvimento, turismo e infra-estruturas de lazer. Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.
02/08/2005
RESPIRAR À SUPERFÍCIE...
Um outro olhar, de superfície, a partir do Pontão, em Santa Maria (ilha do Sal). Daqui largam e aportam minúsculos barcos de pesca, cujo pescado é içado à força de cordas e braços. Daqui, miúdos e graúdos, mergulham nas águas límpidas do oceano. Daqui partem os que ambicionam conhecer o mar....simplesmente.É quase um milagre que o Pontão resista ao tempo e à incúria das autoridades. Esburacado, esventrado, remendado com quantas tábuas há, o Pontão exibe-se pelo mar dentro...
01/08/2005
CRÓNICA DO ATLÂNTICO - CABO VERDE

Noutras paragens insulares, no meio do enorme Atlântico, a ver o mundo com outro olhar, a partir de outras perspectivas. Aqui ao lado, como sempre, no anjo mudo.
21/07/2005
A DEMISSÃO DE CAMPOS E CUNHA
Comecemos por recordar que o Prof. Campos e Cunha não era um Ministro qualquer: Ministro das Finanças, também Ministro de Estado (a par com Freitas do Amaral), o que significa que o Primeiro-Ministro lhe conferiu um peso político específico na estrutura do Governo.
Desde cedo se percebeu que Campos e Cunha não se tinha ajustado bem ao papel de Minsitro de Estado e das Finanças, bastando para atanto recordar o anúncio extemporâneo do aumento de imoposto à TSF, ainda o Governo não tinha tomado posse ou o conteúdo do artigo na edição de Domingo passado, do Público (o qual pode ser consultado aqui).
Este artigo, com asa declarações que hoje prestou ao Diário Económico, terão sido a gota de água na sua relação com o Primeiro-Ministro e conduziram à sua exoneração, sob a pública aparência dum sempre mais discreto pedido de demissão apresentado pelo próprio.
A demissão dum Ministro das Finanças é sempre um sinal de crise no seio de qualquer governo, sobretudo quando se conjugam três outras circunstâncias: ser também um Ministro de Estado, estar no poder há pouco mais de cem dias e o Governo atravessar um notório período de descoordenação política que não abona em favor do seu núcleo duro.
A demissão de Campos e Cunha é um tiro no porta-aviões do Governo de José Sócrates. Os augúrios continuam a não ser bons!
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