23/09/2005

A AGENDA DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

O Procurador-Geral da República, terá dado instruções, segundo o Público de hoje, citado pela TSF que não será dado despacho no inquérito do processo "Apito Dourado" para não perturbar o processo eleitoral. Desta infeliz tomada de posição do Dr. Souto Moura (mais uma, afinal) conclui-se que há uma agenda política na Procuradoria-Geral da República que até tem em consideração os ciclos político-eleitorais. Com esta desastrada opção, o Dr. Souto Moura coloca em causa a independência da instituição que dirige e do corpo de magistrados que a integram. A crise das instituições do Estado de Direito acentua-se depois do dia de hoje. Pobre país!

22/09/2005

CRÓNICA DOS ÁLAMOS TRISTES

Um olhar sob o insucesso escolar nos Açores, revelador do insucesso das políticas educativas dos governos do PS, para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

10/09/2005

GANHAR OU PERDER NAS AUTÁRQUICAS

Uma antecipação das "contas" da noite eleitoral de 9 de Outubro. A crónica incapacidade do PS ganhar nas eleições autárquicas esconde o quê? Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

31/08/2005

REGIÃO POBRE, PODER FRÁGIL

Sobre a confusão entre o poder institucional e a sociedade civil por parte do Governo Regional dos Açores, que insiste em desvalorizar as instituições e diminuir a autoridade do Estado, a propósito da insólita e ilegal pretensão de fazer um Conselho de Governo para os Assuntos Económicos no qual participarão representantes dos poderes fácticos (Câmara de Comércio, representantes da agricultura e da construção civil). Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

11/08/2005

OS ANJOS TÊM FONTES...


O lado humano do anjos revelar-se-á na água. Água comum... Augusto Abelaira escreveu, há largos anos - e cito de memória - que o "homem é o único animal que distingue a água benta da água comum".
A foto é da "Fonte do Anjo" perdida em Santa Clara do Loredo, às portas de Beja.

TRINTA ANOS DE TELEVISÃO NOS AÇORES

A RTP/Açores assinalou trinta anos. Ocasião para felicitar a televisão dos Açores e olhar o passado recente, dum modo sereno e crítico. Trinta anos depois, os Açores merecem uma televisão mais sofisticada no produto e mais ambiciosa na atitude. Em tempo de aniversário, desejar apenas novas instalações é pouco, muito pouco.Como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

05/08/2005

6 DE AGOSTO DE 1945


(Crédito fotográfico: Hiromi Tsuchida, "Hiroshima Colection", aqui)

Há sessenta anos atrás o relógio de Kengo Futagawa parou, quando atravessava Kannon Brige, Hiroshima. Naquele preciso instante o tempo do mundo parou, sob o cogumelo atómico.
Para não esquecermos e contarmos aos nossos filhos e aos filhos dos nossos filhos.

03/08/2005

SEGUNDA CRÓNICA DO ATLÂNTICO OU DA IMPORTÂNCIA DA ÁGUA


Crónica de viagem, ainda sobre a ilha do Sal. Deserto e água, pobreza e desenvolvimento, turismo e infra-estruturas de lazer. Para ler, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.

CUMPLICIDADES DO SILÊNCIO



... ou de como as palavras já não importantes.

02/08/2005

RESPIRAR À SUPERFÍCIE...

Um outro olhar, de superfície, a partir do Pontão, em Santa Maria (ilha do Sal). Daqui largam e aportam minúsculos barcos de pesca, cujo pescado é içado à força de cordas e braços. Daqui, miúdos e graúdos, mergulham nas águas límpidas do oceano. Daqui partem os que ambicionam conhecer o mar....simplesmente.
É quase um milagre que o Pontão resista ao tempo e à incúria das autoridades. Esburacado, esventrado, remendado com quantas tábuas há, o Pontão exibe-se pelo mar dentro...

O FUNDO DO MAR FAZ BEM À ALMA


A serenidade do Atântico tranquilo a uns quantos metros de profundidade, ao largo da ilha do Sal.

01/08/2005

CRÓNICA DO ATLÂNTICO - CABO VERDE


Noutras paragens insulares, no meio do enorme Atlântico, a ver o mundo com outro olhar, a partir de outras perspectivas. Aqui ao lado, como sempre, no anjo mudo.

21/07/2005

A DEMISSÃO DE CAMPOS E CUNHA

Comecemos por recordar que o Prof. Campos e Cunha não era um Ministro qualquer: Ministro das Finanças, também Ministro de Estado (a par com Freitas do Amaral), o que significa que o Primeiro-Ministro lhe conferiu um peso político específico na estrutura do Governo.
Desde cedo se percebeu que Campos e Cunha não se tinha ajustado bem ao papel de Minsitro de Estado e das Finanças, bastando para atanto recordar o anúncio extemporâneo do aumento de imoposto à TSF, ainda o Governo não tinha tomado posse ou o conteúdo do artigo na edição de Domingo passado, do Público (o qual pode ser consultado aqui).
Este artigo, com asa declarações que hoje prestou ao Diário Económico, terão sido a gota de água na sua relação com o Primeiro-Ministro e conduziram à sua exoneração, sob a pública aparência dum sempre mais discreto pedido de demissão apresentado pelo próprio.
A demissão dum Ministro das Finanças é sempre um sinal de crise no seio de qualquer governo, sobretudo quando se conjugam três outras circunstâncias: ser também um Ministro de Estado, estar no poder há pouco mais de cem dias e o Governo atravessar um notório período de descoordenação política que não abona em favor do seu núcleo duro.
A demissão de Campos e Cunha é um tiro no porta-aviões do Governo de José Sócrates. Os augúrios continuam a não ser bons!

SOROR MARIANA ALCOFORADO



Este post é sugerido por comentário do Carlos Riley, aqui, a propósito do Convento de São Francisco e da famosa freira, Mariana Alcoforado.
Tanto quanto sei, Soror Mariana Alcoforado, foi religiosa da ordem de Santa Clara, tendo ingressado e vivido no Convento da Conceição de Beja, não muito longe, de facto, do Convento de São Francisco, objecto do anterior post.
Soror Mariana Alcoforado é autora de cinco famosas cartas de amor dedicadas ao cavaleiro francês Noël Bouton, Marquês de Chamilly, cuja primeira edição é publicada em francês, em 1669 (fac-simile publicado aqui ao lado).
Como curiosidade, diga-se que o Museu de Beja conserva a janela gradeada do Convento da Conceição, também chamada Janela de Mértola ou das Portas de Mértola, através da qual a religiosa via o seu amado.


19/07/2005

UMA LUZ BRANCA E DIREITA


O Convento de São Francisco (ao lado, num velho postal), no coração de Beja, hoje é uma Pousada de Portugal. Começou por ser um convento franciscano e depois quartel militar, do Regimento de Infantaria, nº 17.
Nas ruas de Beja, onde a luz branca da tarde é direita, quase orgulhosa, o convento é a sentinela do tempo que passa.

EFEITOS SECUNDÁRIOS DA SILLY SEASON

Todos os anos a silly season provoca declarações desencontradas, atitudes cuja explicação levamos tempo a perceber, enfim... um rol extenso. Para ler, aqui ao lado, como sempre no anjo mudo.

13/07/2005

LENDO O PADRE ANTÓNIO VIEIRA


"Qui habet aures audiendi, audiat.
Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça. Este aviso é de Cristo Senhor nosso. Mas por que o terá feito o Divino Mestre, que nunca disse uma palavra em vão? Não será que os ouvidos não servem senão para ouvir, e é inútil apelar ao que servem se a outra cousa não servem? Cristo sabia a quem falava, e conhecia os ouvidos de cada um dos Seus ouvintes. E, assim como há olhos que, olhando, não vêem, há ouvidos que, ouvindo, não escutam. (Quia videntes non vident, et audientes non audiente neque intellegunt.) Mas como pode acontecer que, tendo os ouvidos no ouvir a sua função, e havendo quem lhes fale, não ouçam? Ou porque os homens, ouvindo, não queiram ouvir (audientes non audiunt) ou porque não entendem (neque intellegunt). E são estas as piores formas de não ouvir, sendo a segunda sem malícia, por ignorância, e a primeira semelhante à maldade do Demónio, por não atender à verdade. Se aqui vindes para ouvir sem escutar, melhor fora que não viésseis nem vos falasse eu. Porque nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que vem da boca de Deus. (Non in solo pane vivit homo, sed omni verbo quod procedit de ore Dei.) E a boca de Deus (oh! cristãos, indigníssimo sou eu de falar por ela), não vos é dada outra, agora, senão a minha. Mas, se não há quem fale, não há quem ouça; se não há quem ouça, não há quem escute; se não há quem escute, não há quem aprenda; e, se não há quem aprenda, não haverá quem saiba (...)"
Sermão na cidade de Angra

12/07/2005

LENDO FREI MANUEL BERNARDES



Estado de Grandeza Dependente

A pura, perfeita, e absoluta liberdade consiste em não necessitar de coisa alguma: e esta é própria dos bem-aventurados. Outra mais inferior consiste em necessitar de poucas coisas: e quanto estas forem menos, tanto a liberdade será de mais alto grau. E esta é a que na presente vida podemos, e devemos procurar (...). Daqui se infere, que quanto maior é a grandeza de estado de uma pessoa, tanto maior é o seu cativeiro (excepto aqueles poucos, que só no exterior são grandes, e no seu interior pequenos): porque necessita de inumeráveis coisas para o adquirir, e conservar: antes nessas mesmas coisas consiste o tal estado.

Frei Manuel Bernardes, in "Luz e Calor" (1696)

TERRORISMO GLOBAL

Breves notas sobre a democracia, os media e o combate ao terrorismo global, aqui ao lado, como sempre, no anjo mudo.