03/05/2005

O PRESIDENTE E O REFERENDO

O Presidente da República, sem sobressaltos e sem surpresas, comunicou à Assembleia da República que não convocaria um referendo sobre a despenalização do aborto. Jorge Sampaio decidiu de maneira politicamente acertada, refreando a vertigem socialista, dominada pela agenda do Bloco de Esquerda.
O futuro ditará uma nova proposta de referendo para submeter a um novo Presidente da República.

30/04/2005

ISCAS..

O lado pagão das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em São Miguel, tem destas coisas: as tasquinhas de comes e bebes multiplicam-se, aviando os petiscos que fazem a sua - digamos, com generosidade - fama.
Em frente ao renovado Coliseu Micaelense, destoando do mar de bancas que vendem o último grito da moda cigana - calça de ganga de indizível marca e sapatos cor-de-rosa, de salto alto - o rés-do-chão da Melo Abreu serve umas iscas competentes. Ali encontrei o António José, azafamado,à hora do almoço, a atender pedidos, com outros amigos. Elogiei-lhe o jeito para a coisa, mas acho que o talento dele para escrever supera o de servir à mesa!
A propósito de iscas,com os agradecimentos ao glória fácil, Albino Forjaz de Carvalho, em 1940, escrevia na "Volúpia (a nona arte: a gastronomia)", Editorial Notícias:
"Ia-se às iscas. Ah!, mas não se julgue que as iscas eram o que são hoje. Não. Perdeu-se a poesia das iscas. (...) O cozinheiro era sempre galego, conhecido em calão por frege-moscas, e o segredo da sua preparação culinária, quanto a nós, devia-se a dois factores especialmente: primeiro, à espessura quase inverosímil da isca. Espessura negativa, que exigia na sua confecção adestramento e faca; segundo, a que nunca se lavava a frigideira a não ser de anos em anos, quando os cozinheiros iam à terra, para deixar malparados os créditos do substituto.(...) Com banha de porco e baço raspado, as iscas saídas do alguidar onde estão de molho em vinagre, sal, pimenta, louro e alho, saltam na ponta do garfo e espalham-se na frigideira. O fígado penetra-se do gosto dos condimentos e abre num cheiro maravilhoso.(...)Com as iscas comia-se uma conserva que os galegos denominavam conserva à portuguesa, composta de tiras muito finas de cenoura e pimentos verdes, que era um verdadeiro achado a junção dos dois petiscos. Isso tudo se perdeu."

29/04/2005

NOITE COM A CIDADE NOS SENTIDOS

Numa pequena sala de Ponta Delgada, Aníbal Raposo cantou, naquele seu jeito tímido de quem está em paz com o mundo. Um destes dias, a cidade foi o pretexto das palavras e da música. A cidade dos que nela nasceram e dos que a adoptaram e agora lhe chamam sua. Verdadeiramente não escolhemos as nossas cidades: são elas que convocam os sentidos. "São as cidades que fazem os homens", escreveu Cabrera Infante. As cidades são as sereias urbanas dos novos tempos.Ficamos enfeitiçados, para além de qualquer explicação racional.
A pergunta do questionário de Proust - dentro de dias voltará a povoar as páginas dos jornais, magros de tanto Verão - "que cidade escolheria para viver?" é sempre embaraçosa e quase impossível de responder.Como escolher uma cidade? Movemo-nos pelos impulsos momentâneos: Nova Iorque, pela cidade em si. Atenas, pela memória da pedra. Lisboa, pela luz.
Ponta Delgada, na sua altivez de basalto é a minha cidade. A relação com a cidade nem sempre foi pacífica. Tal como uma relação de amor, precisou de tempo para atingir a sua maturidade.
Ponta Delgada começou por ser sinónimo de doença. As férias eram passadas no Pico ou no Continente, satisfazendo os dois lados da família.Só vinha a Ponta Delgada, de avião, por razões clínicas, em que a ida ao médico se impunha. Recordo um episódio na Clínica do Bom Jesus, em que o Dr. Furtado Lima me foi mostrar uma das salas com equipamento médico - talvez a radiografia - e me perguntou, com um natural orgulho, o que me parecia aquilo. Do fundo da memória, arranquei de imediato a comparação que me pareceu mais evidente: "Parece uma central eléctrica!", exclamei, cioso dos meus vastos conhecimentos.
O alojamento era ali na Rua Hintze Ribeiro, na Pensão Puga, já desaparecida. O dono, reverencialmente tratado por Sr. Horácio, era a abelha-mestra do estabelecimento.Desse tempo, sobrou a lembrança dumas fatias de pão que o Sr. Horácio, com método e preceito, cortava na hora do pequeno-almoço que, de tão finas, quase pareciam laminadas. Tantas vezes assisti ao ritual que passei a designar uma fatia de pão mais fina como uma "fatia à Horácio". Ainda hoje o faço, por vezes.
Depois, foi o tempo do "exílio" estudantil, para completar o 12º ano, feito de rituais de cantinas, de quartos arrendados, das lutas políticas na Associação de Estudantes do Liceu, das sessões duplas de cinema no Coliseu,das tertúlias de café e jornais na Tabacaria Açoriana - "o mais democrático parlamento do mundo" - dos tostões contados, dos almoços de Domingo em casa do Capitão Bettencourt, em que o Pico era uma referência constante.
Mais tarde, o regresso. Não exactamente "regresso", porque nunca daqui saí. Acho que já pertenço aqui. De algum modo, a cidade escolheu-me. Sem eu saber!
Não sei o que Margarida Dulmo Clark - a de Nemésio - pensaria da sua cidade. Fica o "Tema para Margarida" composto pelo Aníbal para a versão televisiva de "Mau tempo no Canal", um (pre)texto para falar da cidade. Fica bonita cidade!

TEMA PARA MARGARIDA
Ai quem me dera partir
Na canoa da esperança
E ir ancorar noutras praias
Noutros varadouros
Ai quem me dera voltar
A gozar dos tesouros
Da felicidade que eu tinha
Quando era criança


Ai quem me dera ser garça
E voar no canal
Só entre o Pico e o Faial
Me quedar dividida
Ai quem me dera mão firme
No leme da vida
Ai este amor que me mirra
Me mata e faz mal


Ai quem me dera de novo
As certezas e os medos
Ai quem me dera ter credos
E não ser indiferente
Ai o amor passa ao largo
Da vida da gente...
Ai já o tempo se escoa
Como areia entre os dedos...
Aníbal Raposo


AMOR E CROCODILOS

Diz um anúncio publicitário: "o amor é como um crocodilo a nadar num rio". Saberá o publicitário que os crocodilos não mordem debaixo de água?
Bom-dia!

26/04/2005

DEMOCRACIA E AUTONOMIA

Trinta e um anos depois do 25 de Abril, uma reflexão sobre a democracia e a liberdade que, nos Açores, têm a expressão de autonomia, no anjo mudo, aqui ao lado, como sempre.

O PODER DO KETCHUP

Vejo-os sem os poder ouvir. Num vulgar centro comercial, numa dessas zonas impessoais a que chamam pomposamente "praça da comida", estão os dois sentados frente-a-frente, a comer, com um olhar ausente, o hamburguer que publicidade incisiva nos compele a consumir. O rapaz e rapariga - um casal? - estão obviamente zangados um com o outro. Adivinho a intensidade das palavras pela rudeza dos gestos e pelos olhares que se desviam. Sobretudo, pelos olhos que fogem do contacto, refugiando-se nas pessoas ao lado, na cúpula do centro comercial e no interesse desmedido pelas batatas fritas. Há um gesto dela mais irado, a que ele responde de modo rápido. Ficam os dois silenciosos. Frente a frente, cada um inventa uma estratégia para resistir ao momento. De súbito, ele pega num pequeno pacote de ketchup (daqueles que acompanham as batatas fritas do fast-food) e começa a ler, longamente, as instruções no verso. O rapaz construiu, ali mesmo, uma intransponível barreira vermelha contra o insuportável silêncio num local público.

21/04/2005

O QUE PERGUNTA O PS?

A Assembleia da República aprovou a realização dum referendo à descriminalização do aborto, de acordo com uma proposta de Resolução do PS. A pergunta propõe a descriminalização do aborto realizado até às 10 semanas de gravidez: "Concorda que deixe de constituir crime o aborto realizado nas primeiras dez semanas de gravidez, com o consentimento da mulher, em estabelecimento legal de saúde?".
Porém, o projecto do PS que está na base da resolução aprovada, fala em 16 semanas. Tal facto levou a que 40 Deputados do PS apresentassem uma declaração de voto.
Em que é que ficamos? O que quer afinal o PS? Qual é a sua prioridade? O referendo à Constituição europeia ou o referendo ao aborto? Pelo andar da carruagem, o PS apenas quer fazer política.

20/04/2005

O AMIGO DE LISBOA OU DA INCONSTITUCIONALIDADE DA LIMITAÇÃO DOS MANDATOS DOS PRESIDENTES DOS GOVERNOS REGIONAIS

No anjo mudo, publico um texto, sobre as relações dos Açores com Lisboa, no qual assinalo que a proposta de Lei que o Governo de José Sócrates aprovou para a limitação dos mandatos políticos é inconstitucional na parte em que impõe um limite ao mandato dos Presidentes dos Governos Regionais, por violação do artigo 231º, nº 7 da Constituição.Sendo esta uma matéria compreendida no estatuto dos titulares dos órgãos regionais, é por essa via, objecto de reserva de inicitiva por parte das Assembleias Legislativas, em sede de Estatuto Político-Administrativo. Aqui ao lado, como sempre.

19/04/2005

TRADIÇÃO E CONTINUIDADE

A Igreja Católica tem, desde há poucos momentos, um novo pastor. Bento XVI representa a tradição e a continuidade. O Cardeal Joseph Ratzinger encarnará, talvez, um papado de transição, com um forte sinal de conservadorismo. Acho que a Igreja decidiu fazer um compasso de espera com a história. Oxalá me engane!

18/04/2005

O nome convoca o centenário e mítico hotel de Nova Iorque - Waldorf Astoria - na Park Avenue, bem no coração da cidade que não dorme, local de eleição para princípes - da realeza ou mais das mais plebeias profissões. Porém, o post é sobre o bem mais modesto Astoria de Coimbra, a espreitar o Mondego.
Os acasos levaram-me, após 20 anos, a este hotel. Ao entrarmos no Astoria, sentimos que o tempo parou: a porta com gradeamento de ferro, os veludos pesados, a acusarem a marca sofrida do tempo, a recepção em exercício de resistência à modernização, as velhas fotografias nas paredes, dum tempo que não volta, o elevador que nos faz hesitar por um imperceptível segundo, ao transpormos as suas pesadas portas de ferro forjado.
Num local de passagem como é, por definição, um hotel, sentimos que no Astoria o tempo teima em não passar. O conforto do mundo fica lá fora, num quarteirão que não resistiu à mudança: uma loja da Zara, uma agência bancária...
A suspensão do tempo lá dentro: a sala de estar com pequenas secretárias de leitura, com separadores de vidro fosco fez-me lembrar da biblioteca do Clube Asas do Atlântico (em Santa Maria) da minha infância, na qual havia umas iguazinhas (a memória é traiçoeira, mas juro que eram iguais, iguais) e para a qual me escapulia vezes sem conta.
A memória do (des)encontro aqui fica!

15/04/2005

AS TAXAS, A SATA E A DISPLICÊNCIA DOS GOVERNANTES

O Secretário Regional da Economia afirmou ontem, perante a Comissão de Economia - na qual prestou esclarecimentos a requerimento do PSD - que as taxas que todos pagamos pela emissão de bilhetes na SATA AIR AÇORES e na SATA INTERNACIONAL (se ainda não repararam, prestem atenção da próxima vez que viajarem)são uma forma de compensar a transportadora área regional do acréscimo de custos decorrente do aumento do preço de petróleo.
Lembro, por exemplo, que a taxa de emissão dum bilhete para Lisboa é de ? 16 (cerca de 8%) do custo da viagem!
Uma taxa é, por definição, a contraprestação pecuniária por um serviço prestado. Se assim é, não pode ser confundiada com o preço que pagámos por um serviço de transporte aéreo que o passageiro contrata, quando adquire o seu bilhete (título de transporte).
Sendo conceitos distintos, distinto também é o seu tratamento contabilístico.
A SATA - com a autorização da tutela (pelos vistos) - aumentou encapotadamente o preço das passagens aéreas, por meio dum subterfúgio de duvidosa legalidade.O que pensará a Comissão Europeia deste aasunto, já que as condições de transporte aéreo (entre as quais se encontra o preço das viagens) obedecem às regras do concusro público aberto para o efeito?

O PERFIL E O RESTO

A notícia é do Diário Insular e é, no mínimo, surpreendente. Aqui fica, sem comentários:


Um anúncio de emprego para empregado de mesa/assistente de bar no Top of the Rock Club (Clube de Oficiais Americanos) na Base das Lajes está a gerar polémica entre os funcionários do destacamento norte-americano. Em causa estão alguns dos requisitos necessários para ocupar as sete vagas abertas.O anúncio refere que "não é necessária qualquer experiência anterior ou formação", salientando, contudo, que "o candidato deve estar apto a seguir simples instruções orais ou a preparar notas de pedidos".Mas vai mais longe e exige mesmo que o candidato seja "fisicamente capaz de levantar-se, parar, baixar-se e andar por longos períodos de tempo". O empregado de mesa/assistente de bar deve também ?ser capaz de levantar e carregar frequentemente objectos com mais de cinco quilos". Outro dos requisitos do mesmo anúncio são "ter a idade mínima exigida para servir bebidas alcoólicas (18 anos)" e "estar apto a completar com sucesso o curso Food Handlers Training". Para ocupar o lugar, o candidato deve ainda "estar apto a comunicar com os clientes e possuir empatia nas relações com o público".DI tentou, sem sucesso, obter a opinião da Inspecção Regional do Trabalho e da direcção regional do Emprego, Juventude e Formação Profissional, assim como dos comandos Português e Americano sobre esta matéria.

13/04/2005

O VELUDO DO TEMPO

Depois do congresso social democrata, uma reflexão sobre o momento actual do PSD e sobre a natureza dos congressos partidários, aqui ao lado, como sempre no anjo mudo.

06/04/2005

BOM HUMOR PARLAMENTAR (II)

Mais um conjunto de frases, observações ou apartes regimentais do debate das últimas horas.

"Isto não é desagregação orçamental. É desorientação" - Um Deputado da oposição

"O PS tem muito tempo, mas não tem nada para dizer" - Um Deputado da oposição


"Também nas cortes havia um personagem que fazia o papel que o Senhor Deputado acabou de fazer agora" - Um Deputado da oposição dirigindo-se a um Deputado da maioria

"O ócio é mãe de todas as literaturas e de toda a magia" - Um Deputado da maioria

"O José Manuel que amava Clélio
que amava Pedro
que amava Victor
que amava Berta
que não amava ninguém"

Um Deputado da maioria, que assumiu a inspiração de Carlos Drummond de Andrade
"O senhor Deputado tem jeito para letras de fados vadios" - Um Deputado da oposição, em aparte após o poema

A GIOCONDA, DE NOVO

A Gioconda volta a sorrir para todos. A mulher do florentino Francesco del Giocondo, donatária do sorriso mais célebre do mundo, renasce para os olhares curisosos, depois de quatro longos anos de ausência.

BOM HUMOR PARLAMENTAR

Frases ouvidas durante o debate do plano e orçamento para 2005 e orientações para 2005-2008, na Assembleia Legislativa dos Açores:
"Vamos ter tempo para esgatanhar o orçamento" - Um Deputado da oposição
"Sr. Presidente: agradecia que acalmasse o Sr. Vice-Presidente" - Um Deputado da oposição
"As receitas do orçamento contam com o ovo numa certa parte do corpo da galinha" - Um Deputado da oposição
"Orgulhamo-nos de pintar edifícios públicos" - Um Deputado da maioria
"Secretário Regional diz; Deputado da maioria lê o mesmo papel" - Um Deputado da oposição
"As receitas são modestas... e não digo isto por existir um Governo em Lisboa e ter medo de o espremer" - Um Deputado da oposição

05/04/2005

CHUVA NO CORPO

Chove. Voltou aquele cheiro familiar a terra molhada.Estou aqui,apenas a ver chover! Acho que o relógio anda mais devagar, mas não tenho a certeza.

O PROJECTO DE LEI ELEITORAL

O projecto de lei eleitoral da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores foi hoje aprovado com os votos do PS e do CDS/PP e pode ser visto, bem como o relatório final da Comissão para a revisão do sistema eleitoral, no site da ALRA.
O PS e o CDS/PP aprovaram uma revisão modesta nos objectivos, pouco ambiciosa nos propósitos e pouco reivindicativa em matéria de Direito eleitoral, no que respeita aos Açores. Não me revejo nesta solução.
Contas feitas ao processo, o PS impôs - no sentido literal da expressão - a sua vontade neste domínio, tendo ganho a boleia política dos pequenos partidos que olham para a solução encontrada como os náufragos costumam olhar para as tábuas de salvação.
Nos próximos dias, com mais tempo, colocarei um post mais desenvolvido sobre o assunto.

VERDADE E MENTIRA NO ORÇAMENTO

A Assembleia Legislativa começou hoje a discutir o plano e o orçamento para 2005 e as orientação de médio prazo para 2005-2008. Aqui ao lado, lanço um olhar crítico sobre estes documentos, quando o Governo finge ter um plano e orçamento que, verdadeiramente, não tem. Como sempre, para ler no anjo mudo.

ESPERANÇA E RESPEITO

De João Paulo II recordo a frase que proferiu na sua primeira visita à Argentina: " I hope against all hope". A força e a determinação da esperança marcaram o seu pontificado. Nada ficou igual na Igreja, com este Papa. Nada ficará igual depois deste Papa.
"Comovidos a oeste", recordamos um Papa que marcou o seu pontificado pela brutal - por vezes chocante - humanidade no desempenho de pastor de milhões de católicos, à roda do mundo. Convivemos com a sua energia, a sua determinação, a sua vontade de mostrar uma Igreja de rosto humano e sentido divino. Mergulhámos na sua dor pessoal, na inexorável decadência física, que foi um sinal - que acredito que João Paulo II quis transmitir aos homens - de que o sofrimento tem um sentido redentor, fazendo parte da nossa condição humana. Num tempo de facilidades vários, de hedonismos dispersos, convertidos num quase-credo da vida moderna, convivemos mal com o sofrimento, com a decadência da parte mortal de nós - o corpo. O exemplo de João Paulo II, é, ao mesmo tempo, redentor e um uma advertência para todos aqueles que deixam de acreditar na santidade da vida. Pelos media, hora a hora, minuto a minuto vimos - vivemos, mesmo - a dor, o sofrimento dum Papa que se tornou familiar para nós. E isto dá que pensar!
Comovido, inclino respeitosamente a cabeça por um homem bom.
Acredito que os Cardeais da Igreja saibam encontrar um sucessor à altura dos novos desafios dum mundo em mudança. Acredito que a eleição dum novo Papa não é apenas um simples acto eleitoral, no sentido convencional do conceito. Acredito que o Espiríto Santo inspirará os Cardeais eleitores.