ANGEL BLOGS(III) - Intimidades
Duas mulheres, numa esplanada, falam das suas desventuras amorosas. Demasiado alto. Parecem iguais, até nisso.
As paixões não resistem à intimidade dos lugares públicos.
29/09/2003
26/09/2003
25/09/2003
COLISEU MICAELENSE – OUSAR SONHAR
Ontem, o velho Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, viveu um dia importante na sua já longa história (foi edificado em 1917), com a assinatura do contrato de adjudicação das obras para a sua recuperação. Propriedade da Câmara Municipal de Ponta Delgada, o Coliseu Micaelense é um dos três Coliseus em Portugal, a par dos de Lisboa e do Porto e a maior sala de espectáculos dos Açores.
O Coliseu é uma memória viva da identidade cultural de S. Miguel e dos Açores e bem revelador do espírito empreendedor das gentes das ilhas, que o construíram com recurso a materiais pouco utilizados até então (o uso do ferro forjado em varandins e na cúpula, por exemplo) e sem qualquer apoio do Estado, tendo o custo do projecto e da sua construção sido suportado por um punhado de homens bons de S. Miguel que ousaram sonhar.
Ontem, o velho Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada, viveu um dia importante na sua já longa história (foi edificado em 1917), com a assinatura do contrato de adjudicação das obras para a sua recuperação. Propriedade da Câmara Municipal de Ponta Delgada, o Coliseu Micaelense é um dos três Coliseus em Portugal, a par dos de Lisboa e do Porto e a maior sala de espectáculos dos Açores.
O Coliseu é uma memória viva da identidade cultural de S. Miguel e dos Açores e bem revelador do espírito empreendedor das gentes das ilhas, que o construíram com recurso a materiais pouco utilizados até então (o uso do ferro forjado em varandins e na cúpula, por exemplo) e sem qualquer apoio do Estado, tendo o custo do projecto e da sua construção sido suportado por um punhado de homens bons de S. Miguel que ousaram sonhar.
24/09/2003
23/09/2003
TRISTE VIDA LEVA A TELEVISÃO
Eduardo Cintra Torres, de maneira desapaixonada e impiedosa (apenas porque a realidade que retrata o é em todo o seu esplendor ) no PÚBLICO de ontem,http://jornal.publico.pt/publico/2003/09/22/Media/ROLHO.html, desconstrói o alinhamento e o conteúdo do Telejornal da RTP1, de 11 de Setembro.
A informação já não é informação, como os manuais de jornalismo a caracterizam. Também já não é «info-entertainment», como a hiper-mediatização do real impôs. A informação noticiosa, dita de serviço público (e aqui a questão é apenas de escala em relação aos serviços noticiosos das televisão privadas) é agora um terceiro género, mistura explosiva da combinação da banalização do directo com as novas «notícias» feitas de não-acontecimentos e do abuso da linguagem coloquial (nas notícias transmitidas e nos rodapés que correm a par das imagens - afinal, também notícias).
Eduardo Cintra Torres, de maneira desapaixonada e impiedosa (apenas porque a realidade que retrata o é em todo o seu esplendor ) no PÚBLICO de ontem,http://jornal.publico.pt/publico/2003/09/22/Media/ROLHO.html, desconstrói o alinhamento e o conteúdo do Telejornal da RTP1, de 11 de Setembro.
A informação já não é informação, como os manuais de jornalismo a caracterizam. Também já não é «info-entertainment», como a hiper-mediatização do real impôs. A informação noticiosa, dita de serviço público (e aqui a questão é apenas de escala em relação aos serviços noticiosos das televisão privadas) é agora um terceiro género, mistura explosiva da combinação da banalização do directo com as novas «notícias» feitas de não-acontecimentos e do abuso da linguagem coloquial (nas notícias transmitidas e nos rodapés que correm a par das imagens - afinal, também notícias).
CANSADO DOS DIAS SEM CARROS
A iniciativa do «Dia sem carros»banalizou-se e provoca indiferença: dos cidadãos que a olham já como um incómodo provocado pelos «políticos», das cidades que a ela não aderem (este ano foram apenas 967 cidades em todo o mundo) ou se aderem, limitam a sua aplicação a espaços simbólicos e a curto espaço de tempo.
O problema não é do dia em si. As cidades continuam a crescer de modo pouco regrado, asfixiadas em automóveis que disputam o espaço citadino aos cidadãos. As cidades de hoje são dos carros e não das pessoas.
Recordo a expressão dum conhecido arquitecto que, em matéria de trânsito nas cidades, defendia que todos tivessem um BMW ( não, não é o que possam pensar, mas apenas o acrónimo de «bus, metro and walk»).
A experiência de Londres, ao impor uma portagem paga à entrada da cidade, que consegui já reduzir em 15% os níveis de tráfego é sedutora, embora só possa ser aplicada se existirem alternativas rápidas, fiáveis, confortáveis.
As cidades precisam de mais políticas corajosas e menos discursos piedosos em dias sem carros.
A iniciativa do «Dia sem carros»banalizou-se e provoca indiferença: dos cidadãos que a olham já como um incómodo provocado pelos «políticos», das cidades que a ela não aderem (este ano foram apenas 967 cidades em todo o mundo) ou se aderem, limitam a sua aplicação a espaços simbólicos e a curto espaço de tempo.
O problema não é do dia em si. As cidades continuam a crescer de modo pouco regrado, asfixiadas em automóveis que disputam o espaço citadino aos cidadãos. As cidades de hoje são dos carros e não das pessoas.
Recordo a expressão dum conhecido arquitecto que, em matéria de trânsito nas cidades, defendia que todos tivessem um BMW ( não, não é o que possam pensar, mas apenas o acrónimo de «bus, metro and walk»).
A experiência de Londres, ao impor uma portagem paga à entrada da cidade, que consegui já reduzir em 15% os níveis de tráfego é sedutora, embora só possa ser aplicada se existirem alternativas rápidas, fiáveis, confortáveis.
As cidades precisam de mais políticas corajosas e menos discursos piedosos em dias sem carros.
20/09/2003
AS PALAVRAS QUE NÃO DIREI
Aprecio muito a poesia Manuel Alegre. Compreendo mal as suas recentes declarações políticas, quando afirma “que vivemos hoje num clima perverso do que no tempo da ditadura” (cito de memória).
Para alguém como Manuel Alegre, que viveu e sofreu em ditadura, a frase é insultuosa para as suas próprias memórias pessoais. Percebo que Manuel Alegre queira, no plano do discurso político enfatizar os problemas do Estado de Direito. Não percebo, porém, a relativização entre democracia e ditadura que a frase induz, sobretudo quando é proferida por um indiscutível democrata.
A frase de Manuel Alegre é bem sintomática da desvalorização do discurso político em Portugal e da sua degradação no plano conceptual.
A frase sendo um bom “sound-byte” (que jornalista desdenharia abrir um noticiário com ela) é produto do sacrifício da coerência à conveniência.
Aprecio muito a poesia Manuel Alegre. Compreendo mal as suas recentes declarações políticas, quando afirma “que vivemos hoje num clima perverso do que no tempo da ditadura” (cito de memória).
Para alguém como Manuel Alegre, que viveu e sofreu em ditadura, a frase é insultuosa para as suas próprias memórias pessoais. Percebo que Manuel Alegre queira, no plano do discurso político enfatizar os problemas do Estado de Direito. Não percebo, porém, a relativização entre democracia e ditadura que a frase induz, sobretudo quando é proferida por um indiscutível democrata.
A frase de Manuel Alegre é bem sintomática da desvalorização do discurso político em Portugal e da sua degradação no plano conceptual.
A frase sendo um bom “sound-byte” (que jornalista desdenharia abrir um noticiário com ela) é produto do sacrifício da coerência à conveniência.
SEM PALAVRAS
Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.
Herberto Hélder «Os Amigos»
Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,
com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente
dentro do fogo.
-Temos um talento doloroso e obscuro.
Construímos um lugar de silêncio.
De paixão.
Herberto Hélder «Os Amigos»
19/09/2003
18/09/2003
UMA FERIDA NA NOITE
Sem anúncio prévio, o anoitecer desfez-se em aguaceiros. Ponta Delgada mergulhou em aguarias. O negrume do princípio da noite transformou-se num espectáculo de raios a dançarem, num rodopio de cabra-cega, obedecendo às ordens dum demiurgo invisível. A trovoada assenhorou-se da ilha, a coberto duma escuridão de breu. Sem luz, a não ser a dos carros nas ruas, a ilha parecia um animal ferido, a boiar durante horas num azul eléctrico, de feridas luminosas num céu invisível. Nestas alturas, os sentidos apuram-se mais e parece que tomamos consciência de coisas e seres voláteis que aparecem e desaparecem com o anúncio ribombante do próximo raio.
Só pela madruga é que a cidade e a ilha saíram da twilight zone !
Sem anúncio prévio, o anoitecer desfez-se em aguaceiros. Ponta Delgada mergulhou em aguarias. O negrume do princípio da noite transformou-se num espectáculo de raios a dançarem, num rodopio de cabra-cega, obedecendo às ordens dum demiurgo invisível. A trovoada assenhorou-se da ilha, a coberto duma escuridão de breu. Sem luz, a não ser a dos carros nas ruas, a ilha parecia um animal ferido, a boiar durante horas num azul eléctrico, de feridas luminosas num céu invisível. Nestas alturas, os sentidos apuram-se mais e parece que tomamos consciência de coisas e seres voláteis que aparecem e desaparecem com o anúncio ribombante do próximo raio.
Só pela madruga é que a cidade e a ilha saíram da twilight zone !
16/09/2003
15/09/2003
A CONSTITUIÇÃO E OS COELHOS NA CARTOLA
A proposta do PS para a revisão constitucional, condicionando a revisão constitucional apenas ao capítulo das Regiões Autónomas e apenas no caso de haver acordo com o PSD para a alteração das leis eleitorais nos Açores e na Madeira, tendo em conta as próximas eleições regionais de 2004 é um absurdo político.
Primeiro, porque a história política ensina isso mesmo, os partidos que estão na oposição é que procuram liderar os processos de revisão constitucional, deles retirando dividendos políticos (veja-se o que sucedeu com a revisão constitucional de 1997). Por isso mesmo, um partido da oposição defende uma revisão constitucional extensa, como forma de alargar a dimensão da vitória sobre o partido do poder.
Em segundo lugar, porque pretender uma revisão constitucional sob chantagem ao partido do poder sobre uma área que – embora importante – não justifica a urgência dum processo de revisão é dar um tiro no próprio pé, bastando para tal que o partido no poder (neste caso a coligação) entenda não ser relevante uma revisão constitucional circunscrita.
Em terceiro lugar, o PS ficou refém da sua própria proposta: a condição imposta é demasiado denunciada: o PS olha para a possibilidade de alteração das leis eleitorais com um olhar “guloso” sobre as próximas eleições regionais, em especial nos Açores, onde é poder.
Por fim, ao querer rever agora a Constituição, para voltar a revê-la depois duma hipotética aprovação da Constituição Europeia, o PS nega os pressupostos da sua própria proposta: então porque não esperar mais algum tempo para rever a Constituição num único e singular processo?
O coelho que Ferro Rodrigues pretendeu tirar da cartola, afinal parece ter orelhas de burro!
A proposta do PS para a revisão constitucional, condicionando a revisão constitucional apenas ao capítulo das Regiões Autónomas e apenas no caso de haver acordo com o PSD para a alteração das leis eleitorais nos Açores e na Madeira, tendo em conta as próximas eleições regionais de 2004 é um absurdo político.
Primeiro, porque a história política ensina isso mesmo, os partidos que estão na oposição é que procuram liderar os processos de revisão constitucional, deles retirando dividendos políticos (veja-se o que sucedeu com a revisão constitucional de 1997). Por isso mesmo, um partido da oposição defende uma revisão constitucional extensa, como forma de alargar a dimensão da vitória sobre o partido do poder.
Em segundo lugar, porque pretender uma revisão constitucional sob chantagem ao partido do poder sobre uma área que – embora importante – não justifica a urgência dum processo de revisão é dar um tiro no próprio pé, bastando para tal que o partido no poder (neste caso a coligação) entenda não ser relevante uma revisão constitucional circunscrita.
Em terceiro lugar, o PS ficou refém da sua própria proposta: a condição imposta é demasiado denunciada: o PS olha para a possibilidade de alteração das leis eleitorais com um olhar “guloso” sobre as próximas eleições regionais, em especial nos Açores, onde é poder.
Por fim, ao querer rever agora a Constituição, para voltar a revê-la depois duma hipotética aprovação da Constituição Europeia, o PS nega os pressupostos da sua própria proposta: então porque não esperar mais algum tempo para rever a Constituição num único e singular processo?
O coelho que Ferro Rodrigues pretendeu tirar da cartola, afinal parece ter orelhas de burro!
REGRESSO ÀS AULAS
No início de mais um ano escolar, a informação é rotineira, mastigada de ano para ano: o preço dos livros, o número de alunos, esta ou aquela escola com problemas na abertura, o optimismo do discurso político oficial.
As referências a questões mais fundas do sistema educativo está arredada das agendas mediáticas: vende mais e melhor a notícia de que uma mochila do Harry Potter é a novidade do ano escolar, do que a discussão sobre as causas da ineficiência do sistema educativo na preparação dos alunos do secundário nas designadas como disciplinas das “ciências” – matemática, física ou química, para citar apenas algumas - as repercussões da diminuição do número de alunos no sistema sobre as políticas públicas, a política de adopção dos manuais escolares ou as razões da efectiva desigualdade de escolha entre o ensino público e o ensino particular.
Como de costume, os portugueses optam por debater o acessório, o imediato, sem se deterem sobre a razão das coisas.
No início de mais um ano escolar, a informação é rotineira, mastigada de ano para ano: o preço dos livros, o número de alunos, esta ou aquela escola com problemas na abertura, o optimismo do discurso político oficial.
As referências a questões mais fundas do sistema educativo está arredada das agendas mediáticas: vende mais e melhor a notícia de que uma mochila do Harry Potter é a novidade do ano escolar, do que a discussão sobre as causas da ineficiência do sistema educativo na preparação dos alunos do secundário nas designadas como disciplinas das “ciências” – matemática, física ou química, para citar apenas algumas - as repercussões da diminuição do número de alunos no sistema sobre as políticas públicas, a política de adopção dos manuais escolares ou as razões da efectiva desigualdade de escolha entre o ensino público e o ensino particular.
Como de costume, os portugueses optam por debater o acessório, o imediato, sem se deterem sobre a razão das coisas.
09/09/2003
LEITURAS RÁPIDAS
Ainda de férias, entro na tabacaria dum centro comercial para comprar jornais. Sobre uma bancada central, repleta de revistas "do coração", o aviso breve e incisivo não passa despercebido: "Não é permitida a leitura demorada". O anúncio é singelo no contributo que dá no combate às baixas taxas de leitura da imprensa portuguesa: as revistas podem ser lidas ...rapidamente.
De modo quase irónico, o anúncio, implicitamente, assume a natureza "séria" destas publicações: a densidade do seu conteúdo leva a que o honesto livreiro recomende uma leitura rápida...
Assim temos Portugal no coração ... das letras.
Ainda de férias, entro na tabacaria dum centro comercial para comprar jornais. Sobre uma bancada central, repleta de revistas "do coração", o aviso breve e incisivo não passa despercebido: "Não é permitida a leitura demorada". O anúncio é singelo no contributo que dá no combate às baixas taxas de leitura da imprensa portuguesa: as revistas podem ser lidas ...rapidamente.
De modo quase irónico, o anúncio, implicitamente, assume a natureza "séria" destas publicações: a densidade do seu conteúdo leva a que o honesto livreiro recomende uma leitura rápida...
Assim temos Portugal no coração ... das letras.
07/09/2003
05/09/2003
O DÉFICE DE UNS E AS VIRTUDES DE OUTROS
O Ministério das Finanças anunciou que o défice público para este ano será de 2,944%, pelo que se conterá dentro dos limites do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Num visível esforço, o Governo procura cumprir o “compromisso de honra”, como o designou o Ministro Morais Sarmento, à custa da contenção real das despesas públicas, mas também de elaboradas operações contabilísticas de venda e de englobamento de património. Ao mesmo tempo, o Primeiro-Ministro francês anuncia uma descida nos impostos sobre os rendimentos, quando se prevê um défice público da ordem dos 4%. Quando o PEC foi uma imposição dos grandes (da Alemanha e da França, sobretudo) para conter os desmandos económicos dos pequenos países da União, é, pelo menos irónico que um dos grandes não cumpra o PEC e faça gala em não o cumprir, confiando que a retoma do investimento induzida pela despesa pública sirva melhor os interesses económicos da França.
O esforço de contenção económica do governo é louvável em termos gerais e o seu ímpeto reformista é assinalável, mas em matéria de défice público, o Governo deveria ser menos inflexível, sobretudo quando está provado que a verdadeira redução do défice assenta na redução da despesa pública corrente.
O Ministério das Finanças anunciou que o défice público para este ano será de 2,944%, pelo que se conterá dentro dos limites do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Num visível esforço, o Governo procura cumprir o “compromisso de honra”, como o designou o Ministro Morais Sarmento, à custa da contenção real das despesas públicas, mas também de elaboradas operações contabilísticas de venda e de englobamento de património. Ao mesmo tempo, o Primeiro-Ministro francês anuncia uma descida nos impostos sobre os rendimentos, quando se prevê um défice público da ordem dos 4%. Quando o PEC foi uma imposição dos grandes (da Alemanha e da França, sobretudo) para conter os desmandos económicos dos pequenos países da União, é, pelo menos irónico que um dos grandes não cumpra o PEC e faça gala em não o cumprir, confiando que a retoma do investimento induzida pela despesa pública sirva melhor os interesses económicos da França.
O esforço de contenção económica do governo é louvável em termos gerais e o seu ímpeto reformista é assinalável, mas em matéria de défice público, o Governo deveria ser menos inflexível, sobretudo quando está provado que a verdadeira redução do défice assenta na redução da despesa pública corrente.
A SUAVE LENTIDÃO DAS MANHÃS
Por vezes, gosto das manhãs. Acordar mais cedo, sentir o dia a espreguiçar-se, escutar os sons das coisas. De férias, deixo-me levar por esta indolência matinal e por rotinas invulgares para o dia-a-dia: sair para comprar os jornais e regressar a casa, para os ler, vagarosamente à hora do pequeno-almoço. Saborear o mundo sem impaciências. Olhar o céu à noite, tentando adivinhar o meu nome nas estrelas.
Por vezes, gosto das manhãs. Acordar mais cedo, sentir o dia a espreguiçar-se, escutar os sons das coisas. De férias, deixo-me levar por esta indolência matinal e por rotinas invulgares para o dia-a-dia: sair para comprar os jornais e regressar a casa, para os ler, vagarosamente à hora do pequeno-almoço. Saborear o mundo sem impaciências. Olhar o céu à noite, tentando adivinhar o meu nome nas estrelas.
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