PARADOXOS URBANOS
No semáforo, ao meu lado, pára um pequeno Smart. Ao volante, uma jovem mulher, come um gelado “Magnum”!
09/09/2003
LEITURAS RÁPIDAS
Ainda de férias, entro na tabacaria dum centro comercial para comprar jornais. Sobre uma bancada central, repleta de revistas "do coração", o aviso breve e incisivo não passa despercebido: "Não é permitida a leitura demorada". O anúncio é singelo no contributo que dá no combate às baixas taxas de leitura da imprensa portuguesa: as revistas podem ser lidas ...rapidamente.
De modo quase irónico, o anúncio, implicitamente, assume a natureza "séria" destas publicações: a densidade do seu conteúdo leva a que o honesto livreiro recomende uma leitura rápida...
Assim temos Portugal no coração ... das letras.
Ainda de férias, entro na tabacaria dum centro comercial para comprar jornais. Sobre uma bancada central, repleta de revistas "do coração", o aviso breve e incisivo não passa despercebido: "Não é permitida a leitura demorada". O anúncio é singelo no contributo que dá no combate às baixas taxas de leitura da imprensa portuguesa: as revistas podem ser lidas ...rapidamente.
De modo quase irónico, o anúncio, implicitamente, assume a natureza "séria" destas publicações: a densidade do seu conteúdo leva a que o honesto livreiro recomende uma leitura rápida...
Assim temos Portugal no coração ... das letras.
07/09/2003
05/09/2003
O DÉFICE DE UNS E AS VIRTUDES DE OUTROS
O Ministério das Finanças anunciou que o défice público para este ano será de 2,944%, pelo que se conterá dentro dos limites do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Num visível esforço, o Governo procura cumprir o “compromisso de honra”, como o designou o Ministro Morais Sarmento, à custa da contenção real das despesas públicas, mas também de elaboradas operações contabilísticas de venda e de englobamento de património. Ao mesmo tempo, o Primeiro-Ministro francês anuncia uma descida nos impostos sobre os rendimentos, quando se prevê um défice público da ordem dos 4%. Quando o PEC foi uma imposição dos grandes (da Alemanha e da França, sobretudo) para conter os desmandos económicos dos pequenos países da União, é, pelo menos irónico que um dos grandes não cumpra o PEC e faça gala em não o cumprir, confiando que a retoma do investimento induzida pela despesa pública sirva melhor os interesses económicos da França.
O esforço de contenção económica do governo é louvável em termos gerais e o seu ímpeto reformista é assinalável, mas em matéria de défice público, o Governo deveria ser menos inflexível, sobretudo quando está provado que a verdadeira redução do défice assenta na redução da despesa pública corrente.
O Ministério das Finanças anunciou que o défice público para este ano será de 2,944%, pelo que se conterá dentro dos limites do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Num visível esforço, o Governo procura cumprir o “compromisso de honra”, como o designou o Ministro Morais Sarmento, à custa da contenção real das despesas públicas, mas também de elaboradas operações contabilísticas de venda e de englobamento de património. Ao mesmo tempo, o Primeiro-Ministro francês anuncia uma descida nos impostos sobre os rendimentos, quando se prevê um défice público da ordem dos 4%. Quando o PEC foi uma imposição dos grandes (da Alemanha e da França, sobretudo) para conter os desmandos económicos dos pequenos países da União, é, pelo menos irónico que um dos grandes não cumpra o PEC e faça gala em não o cumprir, confiando que a retoma do investimento induzida pela despesa pública sirva melhor os interesses económicos da França.
O esforço de contenção económica do governo é louvável em termos gerais e o seu ímpeto reformista é assinalável, mas em matéria de défice público, o Governo deveria ser menos inflexível, sobretudo quando está provado que a verdadeira redução do défice assenta na redução da despesa pública corrente.
A SUAVE LENTIDÃO DAS MANHÃS
Por vezes, gosto das manhãs. Acordar mais cedo, sentir o dia a espreguiçar-se, escutar os sons das coisas. De férias, deixo-me levar por esta indolência matinal e por rotinas invulgares para o dia-a-dia: sair para comprar os jornais e regressar a casa, para os ler, vagarosamente à hora do pequeno-almoço. Saborear o mundo sem impaciências. Olhar o céu à noite, tentando adivinhar o meu nome nas estrelas.
Por vezes, gosto das manhãs. Acordar mais cedo, sentir o dia a espreguiçar-se, escutar os sons das coisas. De férias, deixo-me levar por esta indolência matinal e por rotinas invulgares para o dia-a-dia: sair para comprar os jornais e regressar a casa, para os ler, vagarosamente à hora do pequeno-almoço. Saborear o mundo sem impaciências. Olhar o céu à noite, tentando adivinhar o meu nome nas estrelas.
29/08/2003
SUAVE PERFUME DA BOLA
Didi, jogador do "escrete" campeão do mundo em 1958 e inventor do célebre livre em folha-seca, dizia que "o jogador de futebol devia colocar uma bola debaixo da cama para, logo ao acordar, a tocar, acariciar, dar o primeiro toque, ganhar sensibilidade e, assim criar intimidade com ela" O "princípe etíope", como lhe chamaram, sabia do que falava. A relação do jogador com a bola é um acto íntimo, de volúpia que se consome e renova em cada jodada. O futebol paixão alimenta-se dos momentos mágicos e sobrevive na fé individual de cada espectador.
A fé é paixão, que se alimenta e renova em cada jogo, em cada instante de cada jogo. Não é racional. Não se explica. Apenas nos consome. Ganhamos e perdemos em cada jogo. Gosto de futebol. Não percebo nada "do"futebol.
Didi, jogador do "escrete" campeão do mundo em 1958 e inventor do célebre livre em folha-seca, dizia que "o jogador de futebol devia colocar uma bola debaixo da cama para, logo ao acordar, a tocar, acariciar, dar o primeiro toque, ganhar sensibilidade e, assim criar intimidade com ela" O "princípe etíope", como lhe chamaram, sabia do que falava. A relação do jogador com a bola é um acto íntimo, de volúpia que se consome e renova em cada jodada. O futebol paixão alimenta-se dos momentos mágicos e sobrevive na fé individual de cada espectador.
A fé é paixão, que se alimenta e renova em cada jogo, em cada instante de cada jogo. Não é racional. Não se explica. Apenas nos consome. Ganhamos e perdemos em cada jogo. Gosto de futebol. Não percebo nada "do"futebol.
28/08/2003
CAOS
Serenamente, vou descobrindo os novos caminhos da blogosfera e da entrada duma nova faceta da informática na minha vida.
A Sofia foi preciosa. Obrigado Sofia.
Sei que para os meus leitores o nome não passa duma referência. Ainda assim o agradecimento é devido.Sei, também, que ela amanhã irá sorrir embaraçada, quando visitar o blogue.
Pelo menos um leitor terei!
Serenamente, vou descobrindo os novos caminhos da blogosfera e da entrada duma nova faceta da informática na minha vida.
A Sofia foi preciosa. Obrigado Sofia.
Sei que para os meus leitores o nome não passa duma referência. Ainda assim o agradecimento é devido.Sei, também, que ela amanhã irá sorrir embaraçada, quando visitar o blogue.
Pelo menos um leitor terei!
27/08/2003
INFOLOGIAS
Socraticamente luto com o lado subterrâneo da blogosfera: como fazer o quê?
Para além da tentativa/erro vale-me a simpatia da Sofia que prometeu ajudar-me a pôr em ordem as cedilhas e os acentos fugidios e arrumar na prateleira certa o contador e o e-mail para os comentários.
Entretanto, lá fora, o planeta vermelho continua à espera.
Socraticamente luto com o lado subterrâneo da blogosfera: como fazer o quê?
Para além da tentativa/erro vale-me a simpatia da Sofia que prometeu ajudar-me a pôr em ordem as cedilhas e os acentos fugidios e arrumar na prateleira certa o contador e o e-mail para os comentários.
Entretanto, lá fora, o planeta vermelho continua à espera.
26/08/2003
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