O DÉFICE DE UNS E AS VIRTUDES DE OUTROS
O Ministério das Finanças anunciou que o défice público para este ano será de 2,944%, pelo que se conterá dentro dos limites do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Num visível esforço, o Governo procura cumprir o “compromisso de honra”, como o designou o Ministro Morais Sarmento, à custa da contenção real das despesas públicas, mas também de elaboradas operações contabilísticas de venda e de englobamento de património. Ao mesmo tempo, o Primeiro-Ministro francês anuncia uma descida nos impostos sobre os rendimentos, quando se prevê um défice público da ordem dos 4%. Quando o PEC foi uma imposição dos grandes (da Alemanha e da França, sobretudo) para conter os desmandos económicos dos pequenos países da União, é, pelo menos irónico que um dos grandes não cumpra o PEC e faça gala em não o cumprir, confiando que a retoma do investimento induzida pela despesa pública sirva melhor os interesses económicos da França.
O esforço de contenção económica do governo é louvável em termos gerais e o seu ímpeto reformista é assinalável, mas em matéria de défice público, o Governo deveria ser menos inflexível, sobretudo quando está provado que a verdadeira redução do défice assenta na redução da despesa pública corrente.
05/09/2003
A SUAVE LENTIDÃO DAS MANHÃS
Por vezes, gosto das manhãs. Acordar mais cedo, sentir o dia a espreguiçar-se, escutar os sons das coisas. De férias, deixo-me levar por esta indolência matinal e por rotinas invulgares para o dia-a-dia: sair para comprar os jornais e regressar a casa, para os ler, vagarosamente à hora do pequeno-almoço. Saborear o mundo sem impaciências. Olhar o céu à noite, tentando adivinhar o meu nome nas estrelas.
Por vezes, gosto das manhãs. Acordar mais cedo, sentir o dia a espreguiçar-se, escutar os sons das coisas. De férias, deixo-me levar por esta indolência matinal e por rotinas invulgares para o dia-a-dia: sair para comprar os jornais e regressar a casa, para os ler, vagarosamente à hora do pequeno-almoço. Saborear o mundo sem impaciências. Olhar o céu à noite, tentando adivinhar o meu nome nas estrelas.
29/08/2003
SUAVE PERFUME DA BOLA
Didi, jogador do "escrete" campeão do mundo em 1958 e inventor do célebre livre em folha-seca, dizia que "o jogador de futebol devia colocar uma bola debaixo da cama para, logo ao acordar, a tocar, acariciar, dar o primeiro toque, ganhar sensibilidade e, assim criar intimidade com ela" O "princípe etíope", como lhe chamaram, sabia do que falava. A relação do jogador com a bola é um acto íntimo, de volúpia que se consome e renova em cada jodada. O futebol paixão alimenta-se dos momentos mágicos e sobrevive na fé individual de cada espectador.
A fé é paixão, que se alimenta e renova em cada jogo, em cada instante de cada jogo. Não é racional. Não se explica. Apenas nos consome. Ganhamos e perdemos em cada jogo. Gosto de futebol. Não percebo nada "do"futebol.
Didi, jogador do "escrete" campeão do mundo em 1958 e inventor do célebre livre em folha-seca, dizia que "o jogador de futebol devia colocar uma bola debaixo da cama para, logo ao acordar, a tocar, acariciar, dar o primeiro toque, ganhar sensibilidade e, assim criar intimidade com ela" O "princípe etíope", como lhe chamaram, sabia do que falava. A relação do jogador com a bola é um acto íntimo, de volúpia que se consome e renova em cada jodada. O futebol paixão alimenta-se dos momentos mágicos e sobrevive na fé individual de cada espectador.
A fé é paixão, que se alimenta e renova em cada jogo, em cada instante de cada jogo. Não é racional. Não se explica. Apenas nos consome. Ganhamos e perdemos em cada jogo. Gosto de futebol. Não percebo nada "do"futebol.
28/08/2003
CAOS
Serenamente, vou descobrindo os novos caminhos da blogosfera e da entrada duma nova faceta da informática na minha vida.
A Sofia foi preciosa. Obrigado Sofia.
Sei que para os meus leitores o nome não passa duma referência. Ainda assim o agradecimento é devido.Sei, também, que ela amanhã irá sorrir embaraçada, quando visitar o blogue.
Pelo menos um leitor terei!
Serenamente, vou descobrindo os novos caminhos da blogosfera e da entrada duma nova faceta da informática na minha vida.
A Sofia foi preciosa. Obrigado Sofia.
Sei que para os meus leitores o nome não passa duma referência. Ainda assim o agradecimento é devido.Sei, também, que ela amanhã irá sorrir embaraçada, quando visitar o blogue.
Pelo menos um leitor terei!
27/08/2003
INFOLOGIAS
Socraticamente luto com o lado subterrâneo da blogosfera: como fazer o quê?
Para além da tentativa/erro vale-me a simpatia da Sofia que prometeu ajudar-me a pôr em ordem as cedilhas e os acentos fugidios e arrumar na prateleira certa o contador e o e-mail para os comentários.
Entretanto, lá fora, o planeta vermelho continua à espera.
Socraticamente luto com o lado subterrâneo da blogosfera: como fazer o quê?
Para além da tentativa/erro vale-me a simpatia da Sofia que prometeu ajudar-me a pôr em ordem as cedilhas e os acentos fugidios e arrumar na prateleira certa o contador e o e-mail para os comentários.
Entretanto, lá fora, o planeta vermelho continua à espera.
26/08/2003
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