André Bradford escreve no ilhas um post sobre o referendo na Gronelândia, mostrando o agrado (deslumbramento?) pelo facto do Primeiro-Ministro dinamarquês, em comentário aos resultados se ter referido ao "povo gronelandês", para logo traçar um paralelo com a atitude das "instituições nacionais"em relação ao processo de reforma do Estatuto Político-Administrativo dos Açores. Convém recordar que foi o PS (também uma instituição, claro) a envergonhar-se da expressão "povo açoriano" e a deixá-la cair na Assembleia da República. Foi também um alto responsável pelo PS/Açores e Deputado à Assembleia da República, Ricardo Rodrigues, que declarou que a expressão "povo açoriano" "não dava pão".
O PS de André Bradford prefere hoje persistir numa teimosia a propósito do artigo 114º (quanto à dissolução da Assembleia Legislativa) ao invés de se ter batido - como devia - pela manutenção da expressão "povo açoriano". Não me recordo de ter lido qualquer opinião de André Bradford em defesa da inclusão daquela expressão no Estatuto e este post tem o sabor perverso da reescrita da história.
Gosto de falar da Gronelândia, mas prefiro discutir sobre os Açores.