01/07/2005

O ATLÂNTICO NO ESTORIL

Neste hotel - Estoril Palácio - convivem os velhos fantasmas da espionagem da II Guerra Mundial, o espírito de James Bond, a tentação do dinheiro fácil do Casino ali ao lado, com a discussão sobre as relações transatlânticas num mundo global. A organização é da UCP e do seu Instituto de Estudos Políticos. A discussão é dominada por uma perspectiva generalizada de defesa da política da Administração Bush, segundo o evangelho neo-conservador. A doutrina da liberdade é flat...
Ainda assim, a reflexão é estimulante.
O retiro neste velho palácio, proporciona, ainda, encontros estimulantes e desafia-nos a levarmos para os Açores algumas das conversas e das reflexões.
Ao almoço encontrei-me com Carlos Coelho, chairman da Brandia que, hoje mesmo, escreve um interessante artigo no Diário Económico, sobre a educação, e que me diz que na área do marketing (a sua actividade profissional) o importante é ter ideias, muito embora o "ratio" no ramo seja duma boa ideia por cada cem.

AUTOCARRO PERIGOSO

Há pouco, o autocarro passou por mim, no Saldanha. Pude ler o singelo letreiro luminoso, sobranceiro ao enorme pára-brisas: "36 - Sr. Roubado".
Dei comigo a pensar como seria inseguro apanhar o "36". Instintivamente, levei a mão à carteira...
Boa-noite!

A FÁBULA DA MULHER QUE NÃO PRECISA DE MACHO

O PPM - que ainda sobrevevive, arrastando-se de eleição em eleição - vai apresentar a Senhora Elsa Raposo como candidata à Câmara Municipal de Cascais. Quem sugeriu o seu nome foi o Senhor Gonçalo da Câmara Pereira que com ela partilhou a Quinta das Celebridades e os ecrãs da TVI. Fascinado, talvez, pela propensão do programa para o mundo autárquico (lembremos o inefável Avelino Torres, da primeira edição), o Senhor Câmara Pereira investiu na descoberta dos dotes da Senhora Raposo. O próprio justifica assim a candidatura: "é uma mulher independente, que não precisa de macho". Se o ridículo matasse, o Senhor Câmara Pereira já estaria morto e o PPM seguiria o mesmo caminho!

29/06/2005

UM ORÇAMENTO RECTIFICATIVO HÁ 115 ANOS...

Em 28 de Junho de 1890, o circunspecto Diário de Notícias, noticiava na primeira página, na rubrica Boletim Parlamentar:
"Câmara dos Pares - (...) Entrando-se na ordem do dia, o Sr. Lencastre propoz que se prorogasse a sessão até se votarem o orçamento rectificado e a lei de meios . Annuindo a câmara a este requerimento foram votadas aquellas duas leis, depois de usarem da palavra os srs. Camara Leme, Barros Gomes, Moreira de Rey, Marçal Pacheco, Pereira Dias, José Luciano de Castro, Bernardino Machado e Coelho de carvalho. A sessão terminou às 7 horas e ¼. A seguinte é na segunda feira, entra em discussão o bill de indemnidade".
Cento e quinze anos depois, o parlamento prepara-se para discutir um orçamento rectificativo. Mudam-se os tempos, mas há coisas que nunca mudam!

28/06/2005

UM ATENTADO À AUTONOMIA - O CASO DO ANDEBOL

A discriminatória decisão da Federação Portuguesa de Andebol que impede equipas açorianas de participarem de pleno direito nas competições nacionais, violando os princípios da igualdade e da continuidade territorial, é um atentado aos mais elementares direitos de cidadania dos Açorianos e das equipas dos Açores. Há uma insuportável desigualdade de base territorial. Para ler, aqui ao lado, como sempre, no anjo mudo.

A LUXÚRIA DO TEMPO

A "Luxúria do Tempo", assim o designei. A pintura é do Mário Roberto.
Bom-dia!

EU RECTIFICO, TU...

Eu rectifico, tu rectificas... nós duvidamos que eles saibam o que fazem!
A competência da equipa do Ministério das Finanças deixa tudo a desejar numa prova de fogo sempre importante, como é a da apresentação dum orçamento, ainda que seja rectificativo.