17/03/2005

NOTÍCIA DO CANAL AUSENTE


Não vejo o canal de Nemésio, de Genuíno Madruga, das lanchas que desafiam a insularidade. Adivinho a montanha do Pico abraçada ao nevoeiro, lá em baixo, muito longe. Sinto o mar ao pé de mim. Apenas.

PASSA A BOLA, SÉRGIO!

Final da tarde, ontem, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. O hemiciclo esvazia-se lentamente, depois dum acalorado debate sobre política de saúde provocado pelo PSD. Fico para trás, a conversar com um membro da mesa. A conversa decorre com a calma e a tranquilidade dum plenário sem Deputados. De súbito, ouve-se um sonoro "apanha Osório". Olho e vejo o Vice-Presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, a pontapear - com um olhar travesso e divertido - uma bola, não de trapos, mas de papel, em direcção a Osório Silva que acabava de entrar na sala do plenário.
A indiscrição futebolísitica do Dr. Ávila será um dos traços da sua personalidade ou o efeito secundário do tão propalado "superavit"?
Em todo o caso, o plenário do parlamento não é o melhor lugar para demonstar habilidades futebolísticas!

16/03/2005

AS PATOLOGIAS DO SERVIÇO REGIONAL DE SAÚDE

As patologias do Serviço Regional de Saúde: o insucesso da governação socialista dos Açores numa área fundamental para a vida de todos nós, aqui ao lado, como sempre, no anjo mudo.

NOTÍCIAS NÃO JORNALÍSTICAS DO PARLAMENTO

De novo na Horta, na Assembleia Legislativa. O PS impõe o argumento da força dos seus 31 Deputados. Agora foi a propósito duma proposta de resolução do PSD que propunha que o parlamento acompanhasse o processo de alteração ao POSEIMA (matéria fundamentral para a Região).A intervenção do parlamento regional morre na praia, por força dos votos da maioria. A maioria é nova - diz o PS - mas os tiques são antigos.
Temo que esta postura não pressagie nada de bom para a reforma do sistema eleitoral ou para a revisão do Estatuto.
O PS anuncia o diálogo, mas à sua maneira: o diálogo é feito com base na adesão às propostas socialistas.

CHAMPANHE, NOVO GOVERNO E O RESTO

A tomada de posse do governo de José Sócrates, o referendo, os medicamentos de venda de livre - a mistura de momento na política portuguesa, como sempre, aqui ao lado, no anjo mudo.