ANGEL BLOGS (XI) SINAIS DO AMOR
Ao passar de carro reparo nas letras pretas, desajeitadas, marcadas na brancura do muro, a deitar para a rua: «Volta para mim, princesa». Sem desenho, sem assinatura, sem destinatário. Apenas a intensidade do desejo amoroso, do amador para a pessoa amada. Não posso deixar de sorrir ao pensar numa mulher misteriosa, objecto de tão pública declaração de amor. Se a intensidade dum amor se medir pela manifestação pública dos afectos, então este amor, feito no desejo do regresso, só pode ser um grande amor.
30/10/2003
28/10/2003
O OLHAR DO FRANCISCO
O aviz comenta, se calhar com razão, a vertigem comunicacional que embrulhou a inauguração do estádio da Luz. Provavelmente Francisco José Viegas refere-se à comunicação que faz submergir a informação. Não vi rigorosamente nada, pois fui ao estádio com o Francisco, o meu filho mais velho.
O brilho do olhar do Francisco ao contemplar a imensidão dum estádio duma beleza serena, é inesquecível. Aquela noite ficará nas nossas memórias como um momento mágico. Não precisamos de mais palavras.
O aviz comenta, se calhar com razão, a vertigem comunicacional que embrulhou a inauguração do estádio da Luz. Provavelmente Francisco José Viegas refere-se à comunicação que faz submergir a informação. Não vi rigorosamente nada, pois fui ao estádio com o Francisco, o meu filho mais velho.
O brilho do olhar do Francisco ao contemplar a imensidão dum estádio duma beleza serena, é inesquecível. Aquela noite ficará nas nossas memórias como um momento mágico. Não precisamos de mais palavras.
O TRIUNFO DE BART SIMPSON
Vejo a entrevista de Jorge Sampaio a uma pool de jornalistas na RTP e não percebo bem a maioria das suas posições: continua a faltar ao Presidente da República uma clareza essencial em questões importantes para o país. O dever de reserva que a função presidencial implica, não impõe um manto de silêncio retórico, quando, na mesma entrevista, por exemplo, o Dr. Jorge Sampaio não se inibiu de preconizar uma alteração ao regime legal das escutas telefónicas. Já quanto à reforma institucional da União Europeia, para dar um exemplo contrário, o Presidente da República evitou pronunciar-se claramente sobre o referendo.
A magistratura presidencial não é uma magistratura de silêncio.
Olho, com atenção, para o maior partido da oposição e detecto aquele movimento larvar de dilaceração interna que, nos partidos, acaba por conduzir à queda das direcções políticas. O PS é hoje, já, órfão dum líder em funções e consome as suas energias na oposição interna, em vez de as dirigir para os partidos do Governo.
Bart Simpson bem poderia deixar de ser uma personagem de banda desenhada!
Vejo a entrevista de Jorge Sampaio a uma pool de jornalistas na RTP e não percebo bem a maioria das suas posições: continua a faltar ao Presidente da República uma clareza essencial em questões importantes para o país. O dever de reserva que a função presidencial implica, não impõe um manto de silêncio retórico, quando, na mesma entrevista, por exemplo, o Dr. Jorge Sampaio não se inibiu de preconizar uma alteração ao regime legal das escutas telefónicas. Já quanto à reforma institucional da União Europeia, para dar um exemplo contrário, o Presidente da República evitou pronunciar-se claramente sobre o referendo.
A magistratura presidencial não é uma magistratura de silêncio.
Olho, com atenção, para o maior partido da oposição e detecto aquele movimento larvar de dilaceração interna que, nos partidos, acaba por conduzir à queda das direcções políticas. O PS é hoje, já, órfão dum líder em funções e consome as suas energias na oposição interna, em vez de as dirigir para os partidos do Governo.
Bart Simpson bem poderia deixar de ser uma personagem de banda desenhada!
ANGEL BLOGS (IX) ASAS PARA VOAR
Aeroportos. Aviões. O rush habitual. Gente apressada. Gente com destino. Gente à deriva. Os aeroportos são apenas lugares de passagem, excepto, talvez, para um emigrante ilegal que viveu cerca de um ano num aeroporto de Paris e cuja história correu o mundo informativo, perante a indiferença da burocracia que remeteu aquele homem para um limbo existencial, feito de gente que passa, corredores austeros e cadeiras de plástico de má qualidade.
Compramos um bilhete de avião como se fosse um passaporte para o azul do céu, povoado de anjos.
Bom dia!
Aeroportos. Aviões. O rush habitual. Gente apressada. Gente com destino. Gente à deriva. Os aeroportos são apenas lugares de passagem, excepto, talvez, para um emigrante ilegal que viveu cerca de um ano num aeroporto de Paris e cuja história correu o mundo informativo, perante a indiferença da burocracia que remeteu aquele homem para um limbo existencial, feito de gente que passa, corredores austeros e cadeiras de plástico de má qualidade.
Compramos um bilhete de avião como se fosse um passaporte para o azul do céu, povoado de anjos.
Bom dia!
27/10/2003
ANGEL BLOGS (IX) ? ANGELICAL LEVEZA
«Os anjos são rijos como as pedras
E leves como as prumas.
Na leira rasa das aves, Tu, que redras
Terra, névoas e espumas,
- Deus, de teu nome! ? sabes
Que um anjo é pouco e imenso:
Por isso cabes
No anjo e ergues o incensos»
Vitorino Nemésio, Anjos, in o «O Pão e a Culpa»
«Os anjos são rijos como as pedras
E leves como as prumas.
Na leira rasa das aves, Tu, que redras
Terra, névoas e espumas,
- Deus, de teu nome! ? sabes
Que um anjo é pouco e imenso:
Por isso cabes
No anjo e ergues o incensos»
Vitorino Nemésio, Anjos, in o «O Pão e a Culpa»
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